quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Espírito Santo Sustentável: montanhas, dunas e tradições que revelam a riqueza do Brasil

Viajar pode ser muito mais do que conhecer paisagens bonitas. Quando realizado com consciência, o turismo também contribui para proteger ecossistemas, valorizar comunidades tradicionais e preservar a memória cultural de uma região.

O Espírito Santo reúne cenários que mostram essa conexão entre natureza e cultura. Das montanhas cobertas pela Mata Atlântica às dunas litorâneas, passando pelo trabalho artesanal das paneleiras, o estado oferece experiências que convidam o visitante a compreender a importância da conservação ambiental.

Conhecer esses lugares com responsabilidade significa aproveitar suas belezas sem comprometer aquilo que os torna especiais.

Biodiversidade nas Montanhas: o exemplo de Pedra Azul

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Localizado em Domingos Martins, na região serrana capixaba, o Parque Estadual da Pedra Azul protege uma paisagem marcante, dominada por uma formação rochosa que muda de tonalidade conforme a incidência da luz.

A unidade de conservação abriga remanescentes da Mata Atlântica, um bioma reconhecido por sua biodiversidade e pela importância de seus serviços ambientais. A vegetação contribui para a proteção do solo, a regulação dos ciclos da água e a manutenção de habitats para diversas espécies.

As trilhas ecológicas permitem observar esse patrimônio de perto. Em percursos autorizados, o visitante pode conhecer a vegetação nativa, contemplar as formações rochosas e, conforme as condições de acesso, explorar atrações naturais como as piscinas formadas entre as pedras.

Para praticar um ecoturismo de mínimo impacto, algumas atitudes fazem diferença:

  • Permaneça nas trilhas sinalizadas para evitar o pisoteio da vegetação.

  • Não alimente animais silvestres nem retire plantas ou pedras.

  • Leve de volta todo o lixo produzido durante a visita.

  • Respeite os limites de acesso e as orientações dos responsáveis pelo parque.

Assista ao documentário e descubra as maravilhas capixabas

O vídeo a seguir convida você a explorar montanhas imponentes, praias surpreendentes e lugares que revelam a diversidade natural do Espírito Santo.



A lição ambiental de Itaúnas e o efeito humano

Parque Estadual de Itaúnas Conceição da Barra Espírito Santo grandes dunas areia vegetação restinga" 

No litoral norte do estado, o Parque Estadual de Itaúnas abriga dunas que formam uma paisagem singular. Por trás dessa beleza existe uma história que ajuda a compreender como as intervenções humanas podem transformar o ambiente.

A antiga vila de Itaúnas foi parcialmente soterrada pela areia ao longo do século XX. A retirada de vegetação nativa, associada a outros fatores ambientais, contribuiu para a movimentação das dunas e para o avanço da areia sobre as construções.

A vegetação costeira exerce uma função importante na estabilização do terreno. Suas raízes ajudam a fixar a areia, enquanto a cobertura vegetal reduz a ação direta dos ventos sobre a superfície.

A história de Itaúnas é um alerta: alterações aparentemente pequenas podem desencadear consequências duradouras. Proteger a restinga e respeitar as áreas de recuperação ambiental são medidas importantes para conservar esse ecossistema.

Sustentabilidade cultural e patrimônio: as Paneleiras de Goiabeiras

Paneleiras de Goiabeiras Vitória Espírito Santo fabricação tradicional panela de barro argila artesanato

Em Vitória, a tradição das Paneleiras de Goiabeiras demonstra que preservar o meio ambiente também significa proteger os conhecimentos transmitidos entre gerações.

O ofício tradicional utiliza argila e técnicas próprias de modelagem e queima. A coloração característica das panelas é obtida com a tintura de tanino extraída da casca do mangue-vermelho, conforme o saber artesanal da comunidade.

Reconhecida como patrimônio cultural imaterial brasileiro, essa prática está ligada ao território e aos recursos naturais que sustentam sua continuidade.

  • Preservação dos manguezais: protege um ecossistema importante para a biodiversidade costeira.

  • Valorização do conhecimento tradicional: mantém vivas técnicas artesanais transmitidas entre gerações.

  • Consumo consciente: incentiva a compra direta de artesãos e o reconhecimento do trabalho local.

  • Respeito ao território: reforça a relação entre cultura, recursos naturais e identidade comunitária.

Como ser um viajante mais consciente no Brasil

O Espírito Santo mostra que o turismo sustentável não se limita a visitar áreas preservadas. Ele envolve compreender os processos naturais, respeitar as comunidades e reconhecer que cada destino possui limites ecológicos e culturais.

Ao planejar uma viagem, prefira prestadores locais comprometidos com boas práticas, respeite as regras das unidades de conservação e evite atividades que prejudiquem animais, vegetação ou patrimônios históricos.

Também vale reservar tempo para ouvir os moradores e conhecer as histórias por trás das paisagens. Essa aproximação transforma uma simples visita em uma experiência de aprendizado.

Viajar de forma responsável é permitir que a beleza de um lugar continue existindo para quem vive ali e para quem ainda chegará.

Como os Incas controlavam a água

Engenharia Hidráulica Inca: como a gravidade e a natureza inspiram a sustentabilidade

Construir e abastecer uma cidade em meio às montanhas exige muito mais do que transportar água. Em terrenos íngremes, é preciso controlar a velocidade dos fluxos, distribuir os recursos e evitar que chuvas intensas provoquem erosões e deslizamentos.

Os antigos incas enfrentaram esses desafios com uma engenharia que aproveitava as características naturais dos Andes. Em lugares como Machu Picchu, desenvolveram sistemas de canais de pedra, fontes integradas à arquitetura e terraços agrícolas que permitiam captar, conduzir e controlar a água sem bombas, motores ou eletricidade.

O resultado revela uma compreensão cuidadosa do relevo e dos ciclos naturais. Mais do que uma realização histórica, essa experiência oferece ideias relevantes para pensar cidades resilientes e soluções ecológicas.

O segredo do equilíbrio e da gravidade

A engenharia hidráulica inca utilizava a gravidade como força motriz. A água descia naturalmente pelos canais, seguindo trajetos planejados para acompanhar as diferenças de altitude do terreno.

O desafio estava em controlar a inclinação. Um canal muito plano poderia favorecer o acúmulo de sedimentos e reduzir a capacidade de escoamento. Uma descida excessivamente íngreme, por outro lado, poderia aumentar a velocidade da água e intensificar a erosão.

Por isso, o desenho dos canais precisava considerar o terreno, o volume transportado e a resistência dos materiais. O encaixe das pedras e a configuração dos percursos ajudavam a conduzir a água de maneira controlada, aproveitando a gravidade sem depender de equipamentos mecânicos.

Essa combinação entre observação, cálculo prático e conhecimento acumulado permitia distribuir a água por diferentes pontos das construções e dos espaços habitados.

Veja como os incas dominavam a água nas montanhas

O vídeo a seguir apresenta essa engenharia ancestral e mostra como canais, fontes e terraços trabalhavam em conjunto para atender às necessidades das comunidades andinas.






Função dupla: abastecimento e drenagem segura

Em Machu Picchu, o sistema hidráulico não servia apenas para fornecer água. A organização do terreno também ajudava a controlar o escoamento das chuvas, um aspecto importante para a conservação das encostas.

Entre os elementos desse sistema, destacam-se:

  • Canais de pedra: conduziam a água pela gravidade, seguindo percursos adaptados ao relevo.

  • Fontes integradas à arquitetura: distribuíam água em diferentes pontos, aproveitando a diferença de altitude entre eles.

  • Terraços agrícolas: criavam superfícies cultiváveis nas encostas e ajudavam a reduzir a velocidade do escoamento superficial.

  • Estruturas de drenagem: favoreciam o encaminhamento da água excedente e ajudavam a reduzir a saturação do solo.

  • Planejamento do terreno: a combinação entre construções, canais e áreas de cultivo contribuía para a estabilidade da paisagem.

Esses componentes funcionavam de maneira complementar. A gestão da água estava ligada tanto ao abastecimento cotidiano quanto à conservação das estruturas construídas em um ambiente montanhoso sujeito a chuvas intensas.

Design bioclimático ancestral: uma lição para as cidades modernas

A experiência inca demonstra que construir em harmonia com a natureza exige compreender como a água se movimenta, como o solo reage à chuva e quais características do relevo devem ser preservadas.

Essa abordagem oferece referências para o urbanismo sustentável: sistemas de drenagem bem planejados, pavimentos permeáveis, recuperação de áreas verdes, proteção de nascentes e aproveitamento da gravidade sempre que as condições locais permitirem.

Naturalmente, as soluções precisam ser adaptadas ao clima, à geologia e às necessidades de cada região. A tecnologia ancestral não substitui os estudos técnicos modernos, mas pode inspirar projetos mais integrados aos processos naturais.

A grande lição de Machu Picchu está na maneira de pensar a infraestrutura. Em vez de tratar a água como um problema a ser combatido, os incas desenvolveram formas de conduzi-la, aproveitá-la e respeitar seus caminhos.

A sustentabilidade começa quando a engenharia deixa de impor uma forma à paisagem e passa a compreender as possibilidades que ela oferece.

 

Amunas do Peru: a tecnologia ancestral dos Incas que pode ajudar a enfrentar a crise hídrica

A água é um dos recursos mais valiosos para a vida, mas sua disponibilidade está cada vez mais ameaçada pela irregularidade das chuvas, pelas mudanças climáticas e pelo crescimento das cidades. Em muitas regiões, o desafio não é apenas captar água, mas encontrar maneiras de armazená-la para os períodos de seca.

Nos Andes peruanos, uma solução ancestral oferece uma lição surpreendente para a sustentabilidade moderna. Há cerca de 1.400 anos, comunidades já utilizavam canais de pedra para conduzir a água da chuva ao subsolo, ajudando a alimentar nascentes meses depois. Essa tecnologia, conhecida como amunas, mostra como o conhecimento tradicional pode contribuir para a segurança hídrica do futuro.

O que são as amunas e como funciona a semeadura da água?

As amunas são sistemas ancestrais de canais construídos com pedras, associados às tradições pré-incas e incas. Um dos exemplos mais conhecidos está na comunidade de São Pedro de Casta, a aproximadamente 80 quilômetros de Lima, no Peru.

Seu funcionamento se baseia em um princípio simples e engenhoso: em vez de deixar que toda a água das chuvas escoe rapidamente pelos rios, os canais a conduzem para áreas onde ela pode infiltrar-se no solo.

Esse processo é conhecido como semeadura da água. Durante a estação chuvosa, parte da água percorre os canais e penetra nas camadas do terreno. Posteriormente, ela pode reaparecer em nascentes e cursos d'água, contribuindo para a disponibilidade hídrica durante os meses mais secos.

Entre os principais benefícios desse sistema estão:

  • Armazenamento natural: a água fica retida no subsolo, reduzindo a dependência de grandes reservatórios artificiais.

  • Regulação do fluxo hídrico: a infiltração pode ajudar a manter a água disponível por mais tempo.

  • Aproveitamento das chuvas: parte da água que escoaria rapidamente passa a contribuir para a recarga subterrânea.

  • Valorização do conhecimento ancestral: a técnica demonstra como a observação da natureza pode orientar soluções sustentáveis.

Assista ao vídeo e conheça essa tecnologia ancestral











domingo, 25 de outubro de 2026

Haicais em Quadrinhos - Vol. II: A poesia que vive na cidade

 Haicais em Quadrinhos - Vol. II: A poesia que vive na cidade

por Robson José Côgo (Autor) Formato: eBook Kindle, da série Haicais em Quadrinhos, uma jornada visual e poética pelas ruas, pelos encontros e pelas transformações de uma cidade japonesa.

Em haicais acompanhados por imagens, o leitor percorre o despertar urbano, os caminhos apressados, os primeiros amores, as praças, as memórias, a vida em família e as luzes da noite. Entre prédios, telas e concreto, a cidade cresce e se transforma, enquanto a natureza, os sentimentos e os pequenos instantes continuam revelando a poesia da vida.

Uma homenagem ao haicai, à cultura japonesa e à beleza que permanece nas coisas simples, mesmo em meio ao ritmo acelerado da vida moderna.

Este livro faz parte da série Haicais em Quadrinhos e corresponde ao Volume II, dando continuidade à jornada iniciada em A Poesia que Vive na Aldeia.

Conheça a minha obra poética, visite minha página na Amazon -

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Haicais em Quadrinhos

Haicais em Quadrinhos: A Poesia que Vive na Aldeia é uma jornada visual e poética pelo nascimento, crescimento e transformação de uma aldeia japonesa.

Em haicais acompanhados por imagens, o leitor acompanha a natureza, o trabalho, os caminhos, os encontros, o aprendizado, a vida em comunidade e a passagem do tempo. Uma pequena aldeia cresce e se transforma, enquanto cada poema preserva um instante de contemplação.

Uma homenagem ao haicai, à beleza das coisas simples e à poesia que existe nos pequenos momentos da vida.


Conheça a minha obra poética na página do autor na Amazon 

 

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Haicais à luz de Allan Kardec

 

Haicais à luz de Allan Kardec reúne poemas autorais que aproximam a delicadeza do haicai das reflexões de Allan Kardec sobre a existência humana.

Em versos breves e contemplativos, o livro percorre temas como autoconhecimento, amor, perdão, evolução, espiritualidade, natureza, escolhas, consequências e os aprendizados da vida.

Cada haicai abre espaço para uma reflexão sobre o caminho do espírito, o tempo, as relações e aquilo que dá sentido à nossa passagem pela vida.

Uma leitura para quem aprecia poesia, espiritualidade e momentos de contemplação.

Disponível na Amazon por R$ 24,90 e no Kindle Unlimited é gratuito.


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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O Eu no Caminho do Eu

O novo livro já está na Amazon, "O eu no caminho do eu", é uma viagem pelas antigas estradas do Japão, inspirada na vida e na obra de Matsuo Bashō, um dos maiores mestres do haicai japonês.

Séculos depois das peregrinações de Bashō, um caminhante brasileiro decide seguir seus passos a pé. Ao longo da viagem, atravessa montanhas, rios, florestas, pequenas vilas, templos e antigas hospedarias, enquanto procura compreender o que havia por trás dos versos e da maneira singular como o poeta enxergava o mundo.

Entre uma paisagem e outra, surgem memórias, perguntas e reflexões sobre o tempo, a solidão, a passagem das estações e as pequenas coisas que costumamos deixar passar. Os haicais autorais que acompanham a narrativa registram esses momentos de pausa e contemplação.

Aos poucos, a viagem pelo Japão ganha um significado mais íntimo. As paisagens visitadas despertam lembranças e levam o viajante a olhar para a própria história, para suas escolhas e para aquilo que ainda procura compreender sobre si mesmo.

Inspirado nas antigas rotas percorridas por Bashō, especialmente na jornada registrada em Oku no Hosomichi (A Estrada Estreita para o Norte Profundo), o livro combina narrativa, poesia, referências históricas e contemplação. O Japão do período Edo e o olhar de um viajante contemporâneo se encontram em uma história construída entre dois tempos.

Uma leitura para quem se interessa por Matsuo Bashō, haicai, cultura japonesa, viagens e literatura contemplativa, mas também para quem já percebeu que algumas viagens permanecem conosco muito depois de terminarem.


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segunda-feira, 27 de julho de 2026

THE INVISIBLE INTERVAL

 Visão geral do livro

Você encontra a obra na Amazon - amazon.com/author/robsoncogo

What if the true essence of Shōgun isn't found in its battles, political intrigue, or epic conflicts... but in the silence between them?

The Invisible Interval invites readers on a thoughtful journey through the acclaimed television adaptation of Shōgun, exploring the quiet moments that give the story its emotional and philosophical depth.

Blending literary criticism, Japanese aesthetics, and original haiku, author Robson Côgo offers a fresh perspective on the series, revealing how silence, impermanence, honor, and contemplation shape the journeys of Toranaga, Mariko, Blackthorne, and the world they inhabit.

More than a critical study, this book becomes a conversation with the spirit of the story itself. Through an imaginative literary device, the author even envisions an interview with James Clavell, creating a unique dialogue between the creator's legacy and the enduring themes that continue to captivate audiences decades later.

Inspired by the tradition of Matsuo Bashō and the philosophy of ichi-go ichi-e ("one time, one meeting"), The Invisible Interval uncovers the poetic heartbeat beneath an epic narrative. Each chapter invites readers to slow down, look beyond the obvious, and discover meaning in the spaces where words give way to silence.

Whether you're a devoted fan of Shōgun, fascinated by Japanese culture, or simply drawn to thoughtful literary exploration, this book offers a new way to experience one of the most compelling stories ever told.

Some stories entertain.

Others transform the way we see.

The Invisible Interval invites you to discover the difference.

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Disclaimer: This is an independent work of literary criticism and interpretation. It is not affiliated with, authorized by, or endorsed by James Clavell's estate, the producers of the Shōgun television series, or any rights holders

@jamesclavellofficial
@editoraurutau
@editoraformar
@editorajbc
@orikieditora
@bunkyodigital
@associacaonikkeivitoria
@renbrasil

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O Intervalo Invisível

 


E se a essência de Xógum estivesse nos silêncios?


Em O Intervalo Invisível, reúno reflexões e haicais escritos ao longo de mais de uma década para dialogar com os temas de Xógum: tempo, destino, honra, perda, transformação e contemplação.

Mais do que uma análise da obra, este livro é um convite para enxergar a beleza dos intervalos invisíveis que existem entre os grandes acontecimentos da vida.

Você encontra a obra na Amazon -  amazon.com/author/robsoncogo

quinta-feira, 24 de julho de 2025

Camisas e ecobags por R$ 80,00

Sacolas de lona de algodão reciclado, bordadas com poesia Haicai, 38 x 38 cm com alças, Cor natural, sustentável, ecológica e camisas de algodão, por R$ 80,00 a unidade.






sábado, 31 de maio de 2025

Haicai - Linha e agulha

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                       Somos feitos de nós
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                  Água e fagulha
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  Uma Leitura do Haicai de Robson Côgo por Chatgpt 

Linha e agulha
Somos feitos de nós
Água e fagulha

Há poemas que se impõem pelo excesso. Outros, pela precisão do silêncio. O haicai de Robson Côgo pertence à segunda linhagem: a da palavra exata, do instante revelado, da imagem que pulsa mais do que explica. Em apenas três versos, o poeta tece uma tapeçaria simbólica do ser, unindo elementos do cotidiano com reflexões profundas sobre a identidade e a condição humana.

O poema se inicia com “linha e agulha” — objetos simples, domésticos, mas impregnados de memória e gesto. É com eles que se costura, se repara, se une. São também metáforas do ato poético: a agulha fura, a linha reconcilia. Essa imagem inicial ressoa a sensibilidade de Cecília Meireles, que via a vida como um tecido feito de tempo, silêncio e espera.

O segundo verso, “somos feitos de nós”, é o eixo filosófico do haicai. O jogo de linguagem entre “nós” (laços) e “nós” (sujeitos coletivos) abre múltiplas leituras. Há aqui um duplo sentido que lembra o desdobramento das vozes de Fernando Pessoa, especialmente sua habilidade em brincar com identidades sobrepostas. Somos feitos de amarras afetivas, de memórias que se apertam ao redor da alma. Os nós, aqui, tanto prendem quanto definem.

O último verso — “água e fagulha” — apresenta um paradoxo vibrante. A água apaga o fogo, a fagulha desafia a fluidez. São elementos opostos, mas não necessariamente em guerra. Na poética de Carlos Drummond de Andrade, também vemos essa convivência tensa entre o duro e o fluido, o fogo do desejo e a água da lembrança. Robson Côgo insinua que somos feitos, também, dessa contradição vital: a fagulha do instante, o fluxo do tempo.

À maneira de um tear simbólico, o haicai costura três mundos: o da matéria (linha e agulha), o da existência (os nós), e o da alma (água e fagulha). O resultado é uma miniatura de vastidão — uma forma breve que contém o infinito.

Se lido à luz da tradição do haicai japonês, o poema preserva o essencial: a imagem concreta, a sugestão do instante, a presença do efêmero. Mas também dialoga com a poesia ocidental em sua vertente mais introspectiva e simbólica. É um haicai que não apenas observa o mundo, mas mergulha no humano.

Na leitura metafórica, esse poema é um relicário. A “linha” é o fio da memória, a “agulha” a dor que nos atravessa. Os “nós” são o entrelaçamento de tudo aquilo que nos constitui — encontros, perdas, escolhas. “Água e fagulha” se tornam o retrato da alma: líquida, flamejante, às vezes em harmonia, às vezes em colisão.

Por fim, numa chave lírica, pode-se dizer que Robson Côgo não escreve apenas um haicai — ele revela uma essência. Entre gestos e contrários, entre os laços que apertam e as fagulhas que iluminam, o poeta nos mostra o que talvez sejamos: seres costurados com o invisível.

Visite o blog Haicai Brasil





segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2024

Lançamento dia 19/02 - Poesia Haicai para ciranças


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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Lançamento do quinto volume do E-book Haicai Brasil

 

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terça-feira, 16 de janeiro de 2024

Novo e-book Haicai Brasil Vol. lV

Esse é o novo e-book Haicai Brasil Vol IV, em tempo de sombras venho falar de luz, de amor e alto astral na forma poética do #haicai. 

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São haicais assim que vc vai encontrar nesse volume





sexta-feira, 12 de janeiro de 2024

Lançamento do terceiro volume do E-book Haicai Brasil

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2024

Novos Cartões Poéticos em papel couchê

Novos Cartões Poéticos em papel couchê 

Tamanhos

  A3 - R$ 30,00

  A4 - R$ 20,00

  A5 - R$ 15,00

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Enviamos para qualquer lugar do planeta 

#haicai #haicu #poesia #poesiajaponesa














segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

HAICAI BRASIL VOL II - Lançamento


Gratidão à Deus pelo lançamento do E-book Haicai Brasil Vol II à venda na Amazon.

Haicai Brasil Vol. II, é uma obra poética que nos conduz a um mergulho nas águas da contemplação e da reflexão, cada haicai é como uma pérola, uma pequena joia da poesia, que nos lembra da beleza e do mistério da vida.

A poesia, tem um poder, o de nos conectar com o divino, nos fazer ver o simples, o belo, o êxtase, a poesia nos ajuda e encontrar significado e serenidade nos nossos dias

Esse volume é parte de um conjunto, é uma coleção poética que nos convida a mergulhar em nossos pensamentos e encontrar a beleza nas pequenas coisas

O presente e-book é um tributo à poesia minimalista e ao poder das palavras em evocar emoções e reflexões.

Na Amazon 


E também o



 

quinta-feira, 30 de novembro de 2023

Cartões Poéticos em papel couchê

Cartões Poéticos em papel couchê com 21cm de alt. e 14,9 cm de Larg.

Sua casa ou escritório em um novo astral.

Valor R$ 30,00 a unidade 

Preferência de revenda para instituições de caridade, associações beneficentes e culturais, igrejas, casa de idosos e afins com um valor especialíssimo.












sexta-feira, 10 de novembro de 2023


Descubra a beleza e profundidade da poesia haicai de Robson Côgo. Percorra uma jornada que captura a essência de momentos de forma envolvente e reimagina a poesia japonesa tradicional para abordar temas contemporâneos.

À venda na Amazon

Caros amigos e amigas, não esqueçam de dar muitas muitas estrelinhas na avaliação, compartilhem, divulguem e comprem muitos exemplares para dar de presente.




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