domingo, 12 de janeiro de 2014

Reportagem - Produção de orgânicos garante renda e sustentabilidade a agricultores

 

A produção de alimentos saudáveis e nutritivos tem sido o objetivo da família Harff

DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO

O agricultor Ruben Harff reside com a esposa em uma propriedade de sete hectares, no interior de Sapiranga, na comunidade de Mucker-Eck. Morando em um local importante para a história do Estado e até do Brasil, devido a chamada Revolta dos Mucker, a família demonstra que carrega a fibra e a força para o trabalho dos antepassados que moravam na comunidade.
Quando começou a produzir no local, Ruben cultivava através do sistema tradicional, com a aplicação agrotóxicos, baseado na antiga Cartilha do Agricultor. “Com o tempo ficou complicado manter este sistema. Sempre apareciam novas pragas e fui tomando consciência de que podia produzir de outra maneira”, explica.
O produtor começou a utilizar matéria orgânica e procurar mais conhecimentos sobre a produção orgânica. Há dois anos, foi formado um grupo de produtores orgânicos no município, apoiado principalmente pelos técnicos da Emater/RS-Ascar do município. “Passamos por muitos cursos e hoje aprendi como realmente funcionam as plantas, o solo, a natureza. Percebi que é até uma questão de lógica, pois o próprio ambiente te oferece as condições ideais para produzir. A agricultura orgânica é que deveria ser a convencional, porque é a natural”, revela.
Atualmente a propriedade de Ruben é baseada na produção orgânica e conta com uma gama bastante diversificada de produtos saudáveis e saborosos como alface, rúcula, radicci, salsa, espinafre, tomate, frutas cítricas, banana, abacate, entre outros. “Ainda assim acredito que o consumidor deveria se conscientizar mais sobre os produtos orgânicos. Nem sempre o alimento é tão bonito quanto aquele do supermercado, mas é muito mais saboroso, saudável e nutritivo, além de ser produzido em harmonia com a natureza”, comenta.
Além da qualidade da produção, a questão financeira também acabou melhorando para a família Harff. “Consegui diminuir os gastos da produção, pois utilizo o que existe na propriedade, e também vendo tudo o que produzo”, ressalta.
O engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater/RS-Ascar de Sapiranga, Mateus Farias de Mello, explica que o Organismo de Controle Social Orgânicos Encosta da Serra Sul Ferrabraz foi fundando de maneira participativa. A entidade foi formada através do processo de organização de um grupo de agricultores, técnicos da Emater/RS-Ascar, da Organização Sementes da Vida e consumidores de Sapiranga e de Araricá e, desde 2010, vem construindo e aperfeiçoando tecnologias de produção e formas de inserção no mercado.
Atualmente o grupo comercializa alimentos orgânicos, de forma diversificada, para o consumo local e externo, além de abastecer programas do governo federal, como o Programa Nacional da Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Os produtores da região já tinham uma predisposição à produção orgânica, assim procuramos atendê-los com os cursos e capacitações. Temos seis produtores que possuem certificação orgânica junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), outros três agricultores estão com o processo em andamento e devem finalizá-lo nos próximos meses”, explica o engenheiro.
História da comunidade de Mucker-Eck
Foi na comunidade de Mucker- Eck que ocorreu a chamada Revolta dos Mucker. O fato ocorreu no final do século XIX. Os Muckers foram um grupo de imigrantes alemães envolvidos em um movimento messiânico liderado por Jacobina Mentz Maurer e seu marido, o curador João Maurer. Acirrados por profecias religiosas e indignados com as péssimas condições de vida da comunidade, os Mucker entram em confronto com forças policiais. Depois de dois confrontos, em 2 de agosto de 1874 os soldados chegaram até ao morro Ferrabrás onde Jacobina se escondia com o seus seguidores e promoveram um massacre. Poucos Muckers sobreviveram.

Fonte;  http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=4&cid=185109








sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Reportagem - Na China, projeto de trem bala promete pegar passageiros na estação sem parar, nem diminuir velocidade

 

Engenheiros chineses encontraram uma forma inovadora de agilizar o transporte ferroviário

Não, ainda não é tele transporte e ao que tudo indica, nem feitiçaria. É tecnologia, chinesa claro. Um grupo de engenheiros chineses criou um sistema prático e inteligente que permite embarque e desembarque de passageiros com o trem em movimento.

A idéia é muito simples. Na estação, há um compartimento que funciona como plataforma de embarque e desembarque. Ao passar, o trem leva com ele esse compartimento, permitindo a entrada dos passageiros.

 




Na estação seguinte, o compartimento é liberado com os passageiros que vão desembarcar e assim, o trem nunca para. Apenas recolhe e libera os compartimentos de embarque e desembarque em cada estação.

Via Exame.com

Fonte; http://catracalivre.com.br/geral/mobilidade/indicacao/na-china-trem-bala-pega-passageiros-na-estacao-sem-parar-nem-diminuir-velocidade/









quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Reportagem - Hortas nas escolas ajudam cidades a se reinventarem

 

Por Anna Dietzsch, do Arquitetura da Convivência

A cidade de Burnley, na Inglaterra, perguntou aos seus professores como a natureza poderia ensinar crianças e adultos a viver no século XXI. As respostas, na sua maioria, expressaram a importância da interconectividade. Ou seja, compreender a natureza como marco de que pertencemos a um mundo maior do que aquele ao nosso redor. Assim, criou-se um programa para cada escola pública da cidade cujo objetivo era criar e manter uma horta cuidada por estudantes, professores e comunidade.

reprodução pop-up farm

reprodução pop-up farm

O objetivo das hortas é integrar escola e comunidade e ensinar a todos que a natureza a nossa volta é maior do que pensamos.

Muitas das escolas cultivaram frutas e grãos. No processo de criação das hortas surgiu uma série de projetos paralelos, como mecanismos de irrigação, pequenas estufas construídas com material reciclado e cursos relacionados ao bem-estar. O objetivo é que cada um dos novos conhecimentos possibilitem a troca de informação, produtos e know-howentre si. Tudo isso faz parte de um projeto maior chamado “Pop-up Farm”, que já implantou jardins e hortas na Europa, Ásia e África, conectando diversas comunidades ao redor do mundo.

Fonte; http://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/hortas-nas-escolas-ajudam-cidades-a-se-reinventarem/









quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Reportagem - Disponibilizado gratuitamente pelo coletivo mexicano Azoteas Verdes de Guadalajara, o material dissemina dicas sobre como manter uma horta urbana

 

Manual dá dicas sobre composteiras urbanas, controle de pragas sem uso de agrotóxicos, entre outras

Para ajudar aqueles que querem desenvolver um modo de vida maissustentável nas cidades, o coletivo mexicano Azoteas Verdes de Guadalajara disponibiliza gratuitamente o Manual de Agricultura Urbana. O material reúne importantes dicas para a manutenção de uma horta familiar, com base em conceitos de permacultura.

reprodução

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O objetivo é fortalecer a ideia de soberania alimentar – direito de um povo de determinar suas próprias políticas de produção e distribuição de alimentos. “Um forte problema a nível mundial é o da alimentação, e não por que não sejam suficientes os alimentos, mas porque existe uma má distribuição deles. Satisfazer a demanda alimentar da população, com esquemas sustentáveis e com racionalidade no processo, tem vital importância para o futuro da humanidade”, diz o manual.

Entre os conteúdos, estão instruções para fazer uma composteira, como lidar com o lixo orgânico e como controlar as pragas sem usar pesticidas. O conteúdo está em espanhol.

Confira o Manual de Agricultura Urbana.

Fonte; http://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/manual-de-agricultura-urbana-promove-alimentacao-sustentavel-nas-grandes-cidades/








sábado, 28 de dezembro de 2013

Reportagem - Situação só tende a se agravar, diz pesquisadora do Rio Jucu Miquelina Aparecida Deina em entrevista à fábio Malini.

Publicado em 28-12-2013 por Fabio Malini & Arquivado em Sem categoria.

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foto: Jorge Sagrilo, publicada em se perfil no Facebook: http://goo.gl/ht2jYd

Em uma investida sobre a internet, encontrei o excelente trabalho dissertativo de Miquelina Aparecida Deina sobre as alterações no solo e da água no baixo curso do Rio Jucu (ES). Mestre em Geografia, Miquelina me concedeu uma entrevista, por email, em que avalia as medidas adotadas pela Prefeitura de Vila Velha para acabar com o alagamento da região do Canal de Guaranhuns.

Em seu texto, a pesquisadora é categórica em afirmar que é a aceleração do crescimento populacional da região do Baixo Rio Jucu (onde há a Pontal das Garças, o Condomínio Riviera etc) a maior causadora do aumento de áreas impermeabilizadas, remoção da vegetação, construção de canais de drenagem, essas são mudanças que têm promovido escoamento superficial mais acelerado em direção ao Jucu, fazendo com que  um maior volume de água atinja mais rapidamente o canal principal.

Qual é a sua trajetória de estudo do Rio Jucu?

Estudei o baixo curso do rio Jucu, cujo principal objetivo foi efetuar análise das alterações hidrológicas (vazões máximas, cotas altimétricas etc.) e geomorfológicas desta porção da bacia, enfatizando, especialmente, o avanço da urbanização para áreas cada vez mais próximas ao canal principal do rio e as consequências desse processo de ocupação, que em grande medida ocorre de forma desordenada. 

Em linhas gerais, os principais resultados mostraram que à medida que a urbanização avança, ocupando as planícies fluviais do baixo Jucu, há um aumento dos picos de vazões máximas (m³/s), pois a urbanização promove a impermeabilização de grandes parcelas de solo impedindo a água de infiltrar. Esta por sua vez, escoa com maior velocidade e em maior quantidade para o leito do rio Jucu, fazendo com que o mesmo atinja picos de vazões máximas com mais frequência vindo a transbordar. 

Contudo, é importante lembrar que muitos bairros do município de Vila Velha estão assentados em planícies fluviais sujeitas naturalmente aos eventos de alagamentos e inundações. Um exemplo bastante emblemático é o bairro Pontal das Garças. O que ocorre nestes casos é que a partir da ocupação desordenada destas áreas estes eventos de inundações se agravam tornando-se mais frequentes e deixando um rastro de prejuízos econômico, social e ambiental.

Por que esses bairros novos da região do canal de Guaranhuns foram os mais afetados?

Podemos citar várias razões. A primeira é porque se trata de bairros assentados sobre áreas da planície fluvial do Jucu. As planícies fluviais são áreas planas e com baixa topografia o que facilita o acúmulo da água. 

Além disso, nesta região há várias porções da superfície que estão abaixo do nível do mar, gerando um problema de escoamento ainda maior. Isso ocorre porque em função das condições topográficas da região (baixa topografia), associada a fortes chuvas e marés elevadas, a água pluvial não consegue escoar para o mar, uma vez que as comportas de saída dessa água precisam ser fechadas para que a água do mar não adentre o continente. Isso é muito comum em Vila Velha.

Nesses casos é bastante comum o bombeamento da água para fora do continente. Entretanto, Vila Velha possui um sistema bastante precário de bombeamento. 

O prefeito tentou abrir valas na foz do Rio Jucu? Qual é a sua avaliação técnica dessa medida?

Na realidade, como não estou no Estado no momento, não tenho acompanhado de perto essas obras. 

Mas pelas informações que tenho conseguido via internet e outros meios de comunicação, a medida adotada pelo prefeito é no mínimo muito ingênua. Como falado anteriormente, há vários bairros que estão abaixo do nível do mar, logo essa medida provavelmente não conseguirá solucionar o problema.

Além disso, a dinâmica da água é bastante complexa. É necessária muita cautela quanto a esse tipo de obras, pois há risco de graves danos ambientais além de um possível agravamento do problema em vez de sua solução.

Sou dessa região (coqueiral de itaparica) e me lembro que essa região de gaivotas era um grande alagado. Pensava que era imaginação de crianças. Mas, lendo o seu trabalho, vi que não era delírio infantil. É quase natural que o Rio Jucu se espalhe em alagamentos. Quais são os principais fatores que potencializam os alagamentos do Rio Jucu? O Dique, hoje, aguenta tanta água de chuva?

Esse grande alagado do qual você se lembra faz parte de um processo natural. 

As planícies fluviais de um rio ou também conhecidas como planícies de inundação, na realidade são partes integrantes do rio. Numa linguagem mais simples, é como se elas fossem uma extensão do rio, pois entre as funções da planície de inundação é dar vazão a água do leito principal quando em eventos de grandes cheias.

Logo, é fácil entender o porque de tantos alagamentos nos bairros sobre influência do Jucu, pois parte deles estão em áreas que na realidade são partes integrantes do próprio rio, ou seja, são áreas inadequadas a ocupação humana.

São áreas que sempre alagaram e não é porque estão sendo ocupadas que deixaram de alagar, pelo contrário, a situação tende a se tornar ainda mais grave, com a impermeabilização do solo, a ocupação desordenada etc., como vem ocorrendo nesta região.

Quanto ao dique não sei precisar se ele aguenta ou não. É necessário um estudo de engenharia para verificar isso com exatidão. O que me lembro é que no ano de 2009 segundo informações de vários meios de comunicação, depois de fortes chuvas também sobre a influencia da Zona de Convergência do Atlântico Sul (como a que vivenciamos agora), o dique corria o risco de transbordar e ao transbordar poderia solapar. Neste período foram feitas obras emergenciais para erguer a barreira e reforçá-la. 

Nesse contexto, é importante assinalar que as chuvas dos últimos dias foram muito mais intensas do que as chuvas de 2009, quando o dique precisou passar por reparos.

Fonte; http://www.labic.net/sem-categoria/situacao-so-tende-a-se-agravar-diz-pesquisadora-do-rio-jucu/?fb_action_ids=715935761759166&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B679198132124











Reportagem - Brasil tem mais cirurgiões plásticos por habitante do que os Estados Unidos.

 

Pediatria e anestesia são especialidades mais escassas do país, aponta estudo.

Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde nos hospitais apontou que duas especialidades dominam o índice de carência no país: pediatras (32,1%) e anestesistas (30,5%) são os mais difíceis de serem contratados. Psiquiatria (28,8%), neurologia (23,6%), neurocirurgia (20,6%) e medicina intensiva (17,6%) também aparecem com índices significativos e devem ter as carreiras incentivadas, segundo dados do “Estudo da necessidade de Médicos Especialistas no Brasil”, feito em outubro de 2009.
Os números apontam que há uma grande falta de pediatras. O banco de dados do CFM aponta que existem 16.089 profissionais com registro ativo. A OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que deveria existir um médico para cada 20 mil habitantes. Para alcançar essa média, o Brasil precisaria de mais 21 mil pediatras.
A escassez de pediatras estaria atrelada à baixa remuneração que os profissionais recebem. Alguns deles desistiram da "exclusividade" da profissão e já dividem a carreira médica com outra especialidade para complementar a renda. A médica Patrícia Costa Pinto relata que sonhava ser pediatra ao concluir o curso, mas diz que se viu obrigada a seguir, em paralelo, outra especialidade, a hematologia. "O médico recebe hoje não é o que recebia há 20 anos. A pediatria não é uma especialidade que tem outros procedimentos; é só a consulta. E viver só com o valor pago de consultas de plano de saúde ficou complicado", disse.
Segundo ela, a hematologia tem outros procedimentos, além da consulta, que complementam a sua renda. "Na primeira oportunidade que tive de estudar outra especialidade, fui. Hoje a hematologia me dá mais oportunidades de mercado do que a pediatria. É por isso que a especialidade está cada vez menos escolhida pelos colegas", afirmou.
Residências mal distribuídas
O levantamento do Ministério da Saúde realmente apontou a existência de desequilíbrios regionais na oferta de especialistas, além da suboferta ou escassez de médicos e dificuldades no recrutamento de médicos especialistas. Além disso, há uma má distribuição de residências médicas para formar especialistas.
Segundo os dados, existe uma distribuição inadequada de vagas de residência médica no país. A região Norte tem apenas 3% desses cursos de especialidades médicas no país. Já o Centro-Oeste tem 7% e o Nordeste, 19%. O Sudeste concentra 60% das residências brasileiras.
"Não concordamos que faltam médicos no país, mas concordamos que existem especialidades em que há carências de profissionais. O Ministério da Educação fez esse levantamento está qualificando os profissionais e direcionando para a necessidade. Mas nesse caso também há concentração regional, mas foi lançado um programa, o Pró-Residência, que tem a intenção de abrir novas residências. Mas só se pode abrir uma nova com um hospital adequado, e tudo isso requer investimento, para habilitação de centros para estudo”, afirmou o vice-presidente do CFM, Carlos Vital.

Fonte;http://doutoredsoncarvalho.com.br/humana/index.php?option=com_content&view=article&id=126%3Apediatria-e-anestesia-sao-especialidades-mais-escassas-do-pais-aponta-estudo&catid=40%3Aultimas-noticias&Itemid=2









sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Reportagem - O Sistema que Defende Nova Orleães dos Furacões

 

Após os trágicos acontecimentos do furacão Katrina, Nova Orleães desenvolveu um dos mais sofisticados sistema de defesa contra cheias alguma vez construído. Este sistema integrado, de 14 mil milhões de dólares, é constituído por um conjunto de estruturas de controlo de cheias, incluindo muros, diques, comportas, elevadores hidráulicos e estações de bombagem e foi usado recentemente para defesa contra o furacão Isaac.

Defesa de cheias

O sistema, dimensionado para cheias de 100 anos, foi desenvolvido com a coordenação do U.S. Army Corps of Engineers (USACE) e conta atualmente com a maior barreira de defesa de cheias do mundo, com cerca de 3.2 km de extensão e 8 m de altura.

Defesa de cheias

Este muro de defesa foi construído para impedir que as águas do Golfo do México penetrem no LagoBorgne, inundando Nova Orleães.
A estrutura da barreira é, na sua quase totalidade, constituída por estacas circulares de betão com comprimento de 45 m e 1,7 m de diâmetro, reforçada e refechada com estacas secundárias. A fundação é encimada por vigas de betão armado, recobertas até à altura de 8 m.

Defesa de cheias

Defesa de cheias
A construção esteve a cargo do grupo Norte Americano, Shaw.

O centro nevrálgico do sistema de defesa situa-se num edifício em betão armado de alta resistência, que está preparado para resistir a furacões de categoria 5 (como foi o caso do Katrina). Este edifício é completamente autónomo em termos energéticos podendo albergar 60 pessoas durante duas semanas, sem qualquer contacto exterior. Além de instalações de comunicações e monitorização por vídeo e satélite, o edifício possui uma pequena fábrica de assemblagem de sacos de areia, para contenções de emergência. Este centro monitoriza em permanência o nível das águas e permite o controlo remoto de todas as comportas.

Uma vez que uma parte significativa da cidade de Nova Orleães se situa abaixo do nível do mar, as estações de bombagem são um dos componentes chave do sistema, permitindo a bombagem rápida de água para o sistema de canais de escoamento, em situação de cheia repentina.
As cabines de controlo de bombagem ficam situadas 10 m acima do solo e foram concebidas para suportar ventos superiores a 400 km/h, permitindo abrigar os operadores em condições ideais de segurança.

Defesa de cheias

Os diques são também uma parte fundamental do sistema. E Nova Orleães está rodeada, em quase todo o seu perímetro por este tipo de estruturas, que servem de última defesa, impedindo que as águas entrem na cidade.
Os diques são, em geral, constituídos por muros em T de betão armado assentes sobre estacas metálicas. Sob estes muros existe uma cortina de estacas prancha em todo o desenvolvimento.

Defesa de cheias

Defesa de cheias

Defesa de cheias

Defesa de cheias

Defesa de cheias

Defesa de cheias

Defesa de cheias

Imagens: The New York Times, Boston Globe, Discovery News
Fonte: The New York Times, Odebrecht, CNN

Fonte; http://www.engenhariacivil.com/sistema-nova-orleaes-furacoes









quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Reportagem - EUA Apostam no Aproveitamento em Larga Escala da Energia das Ondas

 

O ano de 2012 tem sido o ano de lançamento para a indústria de aproveitamento da energia das ondas nos Estados Unidos da América. Uma série de projetos prometedores, em diversas fases de desenvolvimento, avançam com forte financiamento governamental e privado. Mas esta é uma altura delicada, em que uma falha no desempenho ou fiabilidade dos sistemas pode originar a perda de interesse das grandes companhias e do Governo.

Aproveitamento da energia das ondas

Em Outubro terá início a produção comercial do primeiro dispositivo de aproveitamento de energia das ondas com licença para ser ligado à rede elétrica. A Ocean Power Technologies, a companhia de New Jersey responsável pela produção, tem a aprovação federal para um fabrico inicial de 10 dispositivos geradores, capazes de fornecer energia a 1000 casas. Mas muitos mais se seguirão.
Estes dispositivos, cada um com um peso de 260 toneladas serão instalados a 4 km da costa, sendo monitorizados de terra.
A Ocean Power Technologies procurou otimizar o rendimento de cada bóia através do uso de alta tecnologia. A inclinação e posição relativa de cada dispositivo são controladas por um computador de bordo, que calcula as características de cada onda de forma independente.

Aproveitamento da energia das ondas

É no estado do Oregon que o maior investimento na energia das ondas está a ser feito, muito devido às condições ideais da zona oceânica Noroeste do Oceano Pacífico.
A energia das ondas é essencialmente a acumulação de energia do vento e no Pacífico Norte, tal como no Sul da Europa e América do Sul, existe vento constante, capaz de provocar ondas de forma consistente.
A forma como as ondas se propagam, ao longo de grandes distâncias, cria uma enorme área de energia aproveitável.

Além disso, no âmbito do plano de mapeamento costeiro do Oregon, um projeto de longo prazo que decorre há vários anos, é concluída no final de 2012 a demarcação das zonas ótimas para aproveitamento de energia das ondas.

O aproveitamento da energia das ondas não é ainda uma ciência exata pelo que os diversos projetos em curso têm características bastante distintas, tanto quanto ao tipo de equipamento utilizado, como ao posicionamento relativo desse equipamento.

Alguns projetos preveem a instalação de geradores no fundo oceânico enquanto outros preconizam a instalação de geradores acima ou sobre a superfície do mar.

Devido ao enorme interesse que os grandes grupos de investimento estão a ter pela energia das ondas, os grupos ambientalistas temem que a utilização destes dispositivos depressa se torne massiva e descontrolada, pondo em risco o equilíbrio oceânico.

Lembre-se que também Portugal foi pioneiro a nível mundial na aplicação comercial da pesquisa do aproveitamento da energia das ondas, embora sem grande sucesso, devido ao abandono prematuro do financiamento por parte do Governo e a uma série de infortúnios técnicos.

Filme de um gerador da Ocean Power Technologies em funcionamento

Imagens do fabrico e funcionamento de boias para aproveitamento da energia das ondas

Aproveitamento da energia das ondas

Aproveitamento da energia das ondas

Aproveitamento da energia das ondas

Aproveitamento da energia das ondas

Aproveitamento da energia das ondas

Imagens : The New York Times, Ocean Power Technologies
Vídeo: Ocean Power Technologies
Fonte: The New York Times

Fonte; http://www.engenhariacivil.com/aproveitamento-energia-ondas







Reportagem - Para controlar as inundações, os holandeses se inspiram na Natureza

 

O sistema de diques e canais holandês é o melhor do mundo há muito tempo. Contudo, à medida que o país confronta os desafios das alterações climáticas, ele está cada vez mais dependente de técnicas que imitam os sistemas naturais e aproveitam o poder da Natureza de segurar as águas

POR CHERYL KATZ

Num dia frio de Inverno, na costa do centro-sul da Holanda, duas pessoas passeavam, encolhidos e contra o vento, pelas areias que se estendem por dois quilômetros junto ao Mar do Norte. Ali perto, um praticante de snowkite desliza sobre 78 mil m2 de sedimentos que se espalham ao longo da costa. Se tudo correr como planejado, a pilha de sedimentos desaparecerá devido às correntes marítimas, protegendo a costa durante as próximas duas décadas.

Trata-se do Banco de areia, uma das últimas inovações dos mestres da tecnologia holandesa para controlar as inundações. De acordo com o corpo de gestão das águas Rijkswaterstaat, o projeto foi concebidopara que “a Natureza devolva a areia para onde ela pertence”. Depois de construírem o famoso sistema nacional de canais e diques, os engenheiros e construtores holandeses estão a melhorando a ideia com uma nova tecnologia que conta com a ajuda da natureza para manter a água afastada.

“Normalmente, existe muita erosão nesta área”, diz Mathijs van Ledden, engenheiro hidráulico. Van Ledden é um especialista na redução dos riscos de inundações da Royal HaskoningDHV, uma consultora holandesa envolvida na criação do Banco de areia que tem, atualmente, 3,5 quilómetros de extensão. “Este grande reservatório de areia deverá cobrir o resto da costa a tempo” afirma o engenheiro, apontando para a linha do horizonte de Haia, a quilômetros de distância.

Ver galeria
Projeto Sand Engine 

Foto de Rijkswaterstaat/Joop van Houdt

O Banco de areia irá fortificar as praias em erosão enquanto as correntes marítimas redistribuem os resíduos.

O Banco de areia é o projeto de relevo da Building with Nature, um consórcio de indústrias, universidades, institutos de pesquisa e agências públicas de água holandeses. Este consórcio procura aproveitar os sistemas naturais para a próxima geração de engenharia hidráulica. Concluído em finais de 2011, com custos de 50 milhões de euros (67 milhões de dólares), o objetivo do Banco de Areia é fornecer uma fortificação em longo prazo para as praias em erosão enquanto as correntes marítimas redistribuem os resíduos. Até agora, esta linha de areia precisava ser substituída a cada cinco anos, exigindo um sistema de dragagem muito caro que danificava os ecossistemas marinhos. O Banco de areia alimentará as praias durante 20 anos, pela metade do preço, disse Marcel Stive, chefe da engenharia costeira na Delf University of Tecnology (TU Delf) e principal criador desta tecnologia.

A maior comporta do mundo - barreira de Maeslant - Roterdam - Holanda

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“No momento, é a costa mais segura que temos”, garantiu Stive. Quando a areia estiver completamente espalhada protegerá 20 quilômetros (12,4 milhas) da costa do nível atual da subida do mar, continuou. Se a quantidade de água aumentar, “continuaremos a adicionar mais areia”.

Com os níveis do mar subindo a cada dia e com as alterações climáticas que eventualmente aumentarão a ocorrência e a intensidade de tempestades, a proteção contra inundações é um problema mundial cada vez mais importante. Os holandeses estão na vanguarda da tecnologia de controle de inundações, e há muito tempo conscientes dos danos que a fluência dos oceanos e as cheias nos rios podem causar no seu país que se encontra abaixo do nível do mar.
A engenharia hidráulica tem sido desenvolvida desde a Idade Média e os 16,7 milhões de habitantes da Holanda têm os “pés secos” devido a uma rede de diques, canais e maravilhas de engenharia, como a Barreira Maeslant, perto de Roterdã: duas portas flutuantes, do tamanho da Torre Eiffel, que fecham automaticamente para proteger a cidade e o seu porto principal sempre que surge a ameaça de uma tempestade no Mar do Norte.

A gestão das águas é um grande negócio nos Países Baixos: os engenheiros hidráulicos holandeses e as indústrias relacionadas lucraram cerca de 7,5 mil milhões de euros (10 mil milhões de dólares) em 2008 com projetos em todo o mundo, segundo números recentes do Netherlands Water Partnership. Apesar de os holandeses exportarem as suas maravilhas de engenharia para todo o mundo, concebendo estruturas mecânicas gigantes, como a Barragem do Tamisa em Londres, no seu país natal o futuro da proteção contra as cheias passa pelo regresso aos sistemas mais básicos. Utilizam materiais naturais, imitam os sistemas naturais e aproveitam o poder da natureza para protegerem esta nação tão vulnerável.
Uma nova infra-estrutura tem de minimizar o impacto ambiental e tem de se adaptar às permanentes alterações climáticas.

Projetos como o Banco de areia mostram o potencial e os desafios da gestão do risco de inundações, disse Jos Maccabiani, um engenheiro geotécnico que trabalha para o instituto sem fins lucrativos de pesquisa aplicada Deltares e que é também secretário do programa Controle das cheias até 2015, uma iniciativa nacional para melhorar a gestão das águas. Além dos baixos custos, a nova infraestrutura tem o objetivo de minimizar o impacto ambiental e tem de se adaptar às permanentes alterações climáticas.

“Como é possível construir estas estruturas de forma que elas podem ser melhoradas, sem que gastem muito dinheiro?” perguntou. “É este o desafio em que estamos trabalhando neste momento.”

Uma das soluções é usar organismos vivos como barreiras naturais. Uma floresta de mangues, por exemplo, “tende a juntar sedimentos e faz com que eles cresçam proporcionalmente à subida do nível do mar, enquanto estas soluções arenosas perdem areia a todo o momento”, disse Mindert de Vries, biólogo marinho do instituto Deltares. De Vries, um especialista em eco engenharia, está projetando diques híbridos, plantando vegetação junto ao mar para absorver as primeiras ondas do oceano. O próprio dique pode ser mais baixo, mais barato e mais durável do que um dique tradicional. De Vries estimou um corte nos custos de cerca de 30%.
“Novos diques para um novo século”, disse ele. “Uma solução suave.”
A natureza está também está sendo recrutada para transformar os diques existentes em “diques mais ricos” e ecologicamente melhorados, que imitam as costas rochosas e são habitat para organismos marinhos. Fazer estes acréscimos ao dique, do lado virado para o mar, amortece as ondas e reduz as cheias, disse Jasper Fiselier, planejador ambiental da Royal HaskoningDHV e gestor de projetos da Building with Nature.
A Natureza está sendo recrutada para transformar os diques existentes em diques ecologicamente melhorados que imitem as costas rochosas.

Para ajudar a natureza, os pesquisadores holandeses estão trabalhando em novos materiais para os diques, como cimento flexível para juntar as pedras que absorverão a energia, geotêxtis que previnem a erosão interna e amortece a ação das ondas. Um processo intrigante fortalece os diques por meio de “sedimentos biológicos” produzidos por bactérias que foram alimentadas com uma substância que as faz expelir cálcio. Até ao momento, o projeto não funciona em grande escala.

As novas ideias são uma solução melhor do que as barreiras, dizem os proponentes. “Se fizer um dique [de cimento] e as condições se alterarem, terei de refazer tudo”, disse Fiselier. “No entanto, uma defesa suave necessitaria apenas de meio metro [de terra] por cima.”

Os Países Baixos estão considerando as estruturas de eco engenharia, num pacote de mil milhões de euros (1,34 milhões de dólares) para efetuar melhoramentos quanto à proteção contra as cheias.

O primeiro dique híbrido do país está sendo construído perto de Dordrecht. As ondas perderão força numa floresta de salgueiros inundada antes de chegarem ao dique. “O dique será muito mais suave e mais baixo, porque assim ele consegue retardar as ondas”, disse de Vries. “A natureza é a nossa primeira linha de defesa.” Outros países, incluindo Singapura e o Vietnã, mostraram interesse nestes novos projetos, segundo de Vries.

Construir com a natureza é um desafio especial em áreas urbanas, disse Matthijs Kok, professor de riscos de inundação da TU Dreft e membro de uma empresa de consultoria ambiental, a HKV Consultants. A sua solução passa por diques multifuncionais, que combinem funções ecológicas, recreativas e econômicas para o controle das cheias. “Parece muito fácil, mas não é”, disse Kok. “Não é, porque existem muitos acionistas e muitos interesses.” Para satisfazer os diferentes interesses, tais como os negócios de restauração ou de hotelaria, locais públicos como praias ou caminhos rurais e as áreas naturais estão sendo integrados em projetos de controle das cheias. Por exemplo, está sendo construído no resort de Scheveningen um novo dique, protegido por uma praia alargada e escondido sob uma esplanada, onde as pessoas podem andar a pé ou de bicicleta.
Um dique novo está protegido por uma praia alargada e escondida sob uma esplanada.

No entanto, utilizar a natureza para combater as cheias não resolve todos os problemas. As dunas e as plantas ocupam mais espaço do que os diques tradicionais. Além disso, com as previsões de maiores tempestades e de condições marítimas mais fortes, as defesas naturais nem sempre serão suficientemente fortes.

“Temos de falar honestamente”, disse van Ledden. “Uma floresta não nos vai proteger contra uma onda de seis ou oito metros, portanto há limites.”

Além da proteção contra as cheias por meio de sistemas naturais melhorados, os cientistas e engenheiros holandeses estão trabalhando também para “melhorar o processo de decisão quando as coisas correm mal”, segundo Maccabiani.

Ver galeria
Embarcação holandesa bombeia material para projeto Sand Engine

Fotos cedidas pelo instituto Deltares

Um “dique inteligente”, que contém sensores que enviam relatórios de estado em tempo real sobre a condição do dique para quem toma decisões.

Para tal, o instituto Deltares está desenvolvendo diques inteligentes, com sensores que enviam relatórios de estado em tempo real por meio de redes de celulares. O objetivo é dar “mais tempo de reação quando se vê algo dentro do dique”, disse Maccabiani. Receber avisos imediatos de que existe algum problema num dique poderá facilitar as reparações ou permitir a evacuação dos habitantes a tempo.

O sistema ainda está em fase de teste e Maccabiani afirma que os pesquisadores estão discutindo o assunto com o Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos e com várias universidades americanas para instalarem um projeto piloto no Mississipi.

Outro projeto que deve ser executado pelo Deltares é o 3DI, que utiliza LIDAR, um sistema de imagens laser a três dimensões, para mapear a capacidade de armazenamento de água subterrâneo. O sistema, com o lançamento previsto para 2014, irá identificar pontos vulneráveis a inundações e locais onde o excesso de água, por exemplo, resultante do escoamento das chuvas, pode ser acomodado.

Muitas áreas dos Estados Unidos, incluindo as costas do sul da Califórnia, da Florida e New Jersey, também se beneficiariam desta proteção suave ou natural, segundo de Vries. Mas até ao momento, os novos projetos não receberam muita atenção vinda do outro lado do Atlântico. Segundo de Vries, os engenheiros americanos são “a favor da construção de diques e estruturas fortes”. “E as pessoas que se interessam pela natureza não são muito reconhecidas nos Estados Unidos.”

A nova tecnologia holandesa é promissora e as agências de gestão das águas nos Estados Unidos estão atentas, disse Jason Needham, um especialista do Centro de gestão de riscos do Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos, que passou recentemente um ano nos Países Baixos em um programa profissional. No entanto, dispositivos sofisticados como o dique inteligente são caros e ainda não provaram o seu valor, disse Needham. Quanto às defesas naturais, disse que os conceitos são bons e que “todos concordam que as nossas zonas úmidas precisam ser restauradas”.

Os dois países têm abordagens diferentes quanto ao controle das águas, os holandeses têm o foco na prevenção e os americanos enfatizam a preparação para emergências e a recuperação. No entanto, agora que somos confrontados com um futuro incerto, os objetivos começam a convergir. O principal objetivo, segundo Needham, é “dar mais segurança às pessoas sem construir um muro muito alto”.

Fonte; http://e360yale.universia.net/para-controlar-as-inundacoes-os-holandeses-se-inspiram-na-natureza/?lang=pt-br

ch SOBRE A AUTORA Cheryl Katz é autora de artigos científicos de São Francisco. Após ter sido jornalista para o Minneapolis Star-Tribune, o Miami Herald e o Orange County Register, é uma freelancer especializada em histórias sobre problemas ambientais e alterações climáticas. Os seus artigos são publicados no Scientific American, Environmental Health News, e no The Daily Climate.











Reportagem - CITRONELA NO COMBATE À DENGUE

 

Aprenda a fazer repelentes naturais e manter os mosquitos afastados

De acordo com o Ministério da Saúde, a dengue é um dos principais problemas de saúde pública do mundo. Só no mês de janeiro, os casos da doença dobraram no estado do Rio de Janeiro, pulando de 1.447 para 3.069 pacientes. Transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado, a dengue ocorre especialmente no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos. Segundo a aromaterapeuta Sandra Spiri, uma maneira natural e eficaz de combater a doença é por meio da citronela, que mantém os mosquitos afastados da pele.

A citronela é uma planta que possui mais de 80 componentes, entre eles o aldeído citronelal e o geraniol, responsáveis por seu cheiro característico. "Esses princípios ativos funcionam em conjunto para afastar os mosquitos. Vale lembrar que a citronela tem um odor agradável para os seres humanos, mas é eficaz para manter os insetos à distância, que não suportam o aroma que a substância exala", explica a especialista.

Considerada um dos principais repelentes naturais, a citronela pode ser cultivada nos jardins, usada como óleo para o corpo ou em aromatizadores de ambiente ou difusores elétricos. "Quando plantada nos vasos ou canteiros das casas, a planta cresce cerca de 50 cm, criando uma barreira natural contra os mosquitos", ensina a aromaterapeuta.

 

EXTRATO DE CITRONELA

Se você cultiva a planta em casa, separe um recipiente de boca larga e preencha-o com um punhado de folhas (cerca de 150g) de citronela, também conhecidas como lâminas. Depois disso, complete a embalagem com álcool de cereais, feche e deixe a mistura em repouso durante 15 dias. "Esse extrato pode ser usado como spray e aplicado no corpo ou no ambiente. É uma mistura 100% ecológica e não apresenta contraindicação, podendo ser usada inclusive em crianças", informa Sandra.

 

ÓLEO ESSENCIAL DE CITRONELA

De acordo com a aromaterapeuta Solange Lima, o óleo essencial de citronela pode ser aplicado no corpo. O repelente pode ser feito por meio de óleo vegetal, que pode ser de semente de uva, amêndoa ou gérmen de trigo, ou base cremosa, como loção e gel. Para cada 30 ml de um destes produtos, dilua seis gotas de óleo essencial de citronela. "A mistura deve ser espalhada na pele para manter os pernilongos afastados", ensina.

 

CASA LIVRE DOS PERNILONGOS

Para deixar sua casa livre dos mosquitos, dilua três gotas do óleo essencial de citronela em água, no difusor elétrico ou de cerâmica. "Nesses casos é bom não deixar o aparelho ligado o dia todo, pois o cheiro pode irritar as vias respiratórias", alerta Solange. Ainda é possível fazer um aromatizador de ambientes. Para cada 60 ml de álcool de cereais, coloque de oito a dez gotas de óleo essencial de citronela e borrife em casa.

Segundo Sandra, a ideia é utilizar o extrato ou o óleo essencial de citronela de uma a duas vezes por noite. "A substância deve ser usada de acordo com a quantidade de insetos em um determinado ambiente. O ideal é aplicar os óleos corporais todas as vezes que a pessoa toma banho. Já os sprays matam o mosquito na hora", observa.

No entanto, Sandra Spiri acredita que as velas de citronela são menos eficazes no combate à doença. "Costumamos utilizar matéria-prima quente para preparar uma vela. Como o óleo essencial de citronela é um dos mais leves e voláteis, metade da composição evapora no momento da produção do produto, sobrando pouca substância no pavio ou na vela. Quem ainda quiser fazer uso deste material deve optar por produtos de qualidade", esclarece.

Apesar dos benefícios da citronela, é importante tomar medidas preventivas e combater os focos de acúmulo de água na sua cidade. A fêmea do Aedes aegypti chega a colocar cerca de 180 ovos de cada vez, na superfície da água acumulada em latas, garrafas vazias e pratos de vasos de plantas, por exemplo.

"Os métodos naturais representam um caminho para as pessoas terem mais bem-estar, equilíbrio e harmonia. Apesar de ser fundamental sempre buscar acompanhamento médico, as terapias alternativas, como a aromaterapia, combatem a depressão e dão mais autoestima e força de vontade. Para quem está doente esse apoio é fundamental", lembra Sandra.

Fonte. http://www.personare.com.br/citronela-no-combate-a-dengue-m1233










segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Que a luz do Salvador...


Que a luz do Salvador
Conforte os corações de todos os que precisam,
Ilumine as autoridades para que usem o poder de modo a realmente favorecer a população,
Que possa a Luz, a Paz e o Amor estar mais presente dentro de cada um de nós todos os dias e não apenas no Natal.
Aos amigos que estão perto,
Aos amigos que estão longe,
Aos que se perderam no caminho e
Aos que se encontraram, meu fraterno abraço
Que o MENINO JESUS, continue nos abençoando,
Que a estrela do oriente assim como orientou os Reis Magos, também possa nos conduzir ao Divino Mestre.
Feliz Natal
Robson Côgo


domingo, 22 de dezembro de 2013

Reportagem - A sustentabilidade das emoções



Sustentabilidade é um termo que está na agenda de milhares de pessoas que primam pela ordem do planeta e pela sua conservação. Mas a sustentabilidade das emoções ainda é pouco conhecida e praticada. O termo nada mais é do que a necessidade que todos nós temos de conhecer as nossas emoções, batizando-as corretamente e percebendo o alcance da repercussão que todas elas causam em nossa existência.

“É comum as pessoas não perceberem que sentem várias espécies de emoções e sentimentos. Às vezes, elas não têm mesmo uma percepção aguçada, outras vezes, fingem não ouvir as vozes que ecoam dentro delas, com a esperança de esquecer e seguir em frente sem incômodo maior. É o caso de alguém que sente raiva de outro alguém, mas finge que está tudo bem. Como se fosse possível engolir a raiva até que ela passe. Ou de uma pessoa que sente a falta de outra e tenta esquecer esse vazio, enterrando-se em milhares e milhares de tarefas cotidianas”, explica a psicoterapeuta Andreia Georges.

Tanto a raiva quanto a saudade farão estragos específicos e determinados nessas duas pessoas, importando apenas a susceptibilidade de cada uma a emoção com que tenta conviver, explica. “Pessoas raivosas sofrem com a raiva; saudosos sofrem com a saudade; ciumentos, sofrem quando sentem ciúme e medrosos, ardem em sofrimento diante do medo.”

Por quanto tempo?

Segundo ela, cada pessoa tem um limite para o sofrimento. “Será que você já parou para pensar em coisas do tipo: quanto tempo eu consigo disfarçar o que sinto? Quanto tempo eu aguento sentir culpa, sem me desabafar ou pedir perdão? Que males a tristeza vem causando em mim? Responder essas perguntas fará com que você conheça o seu limite e consiga dar um nome para essa emoção. Pode parecer incrível, mas é comum sentirmos algo sem compreendermos que emoção é essa. Todos esses quadros de desconhecimento e extrapolação de limites comprometem a sustentabilidade das nossas emoções.”

Cuidar dela, segundo a psicoterapeuta, é conhecer a nós mesmos, perceber nossos limites e descobrir nossos potenciais para que possamos viver em harmonia com um sistema psicológico saudável. “Exaurir as nossas forças, convivendo com sentimentos que nos arrasam emocionalmente, é uma atitude improdutiva, além de irresponsável de nossa parte, pois essa forma de ser e de agir permite que o mundo nos assole, indefensavelmente.”


Sou capaz de classificar meus sentimentos?

A solução é cuidar da sustentabilidade das nossas emoções. Andreia Georges, que é psicoterapeuta na área da Gestalt há 15 anos em Bauru, indica que, primeiramente, é necessário que o indivíduo pergunte a si mesmo se é capaz de classificar suas emoções e sentimentos. Caso contrário, o ideal é procurar o apoio de um psicólogo para elaborar e compreender qual é o repertório de sentimentos que ocupa o seu mundo interior.

Conhecidas as emoções, o segundo passo é refletir sobre o que sinto, separando tudo o que é real de tudo o que é fantasioso. “Ás vezes, imagino que alguém não “vai com a minha cara”. Esse pensamento, que é baseado apenas na minha suposição, não tem fundamento na realidade, sendo apenas uma “impressão” de minha parte. Mas o fato é que essa imagem que eu mesmo criei para mim, afeta a minha autoestima e então eu sofro com esse peso desnecessário.”

Para evitar isso, ela indica que a pessoa separe o fato real daquilo que está apoiado em situação imaginária. A partir daí a pessoa tem condições de separar o seu lixo tóxico. “Que é o material que existe dentro de mim e, além de não servir para meu uso, me intoxica. Assim como fazemos com os materiais que podem prejudicar o meio ambiente, devemos separar o lixo tóxico e endereçar para fora de nós mesmos, de forma assertiva e definitiva.”

Na sequência vem a atitude de reciclagem emocional. A psicoterapeuta explica que, muitas vezes acumulamos resíduos emocionais em nossa existência que não nos servem para nada.

“Podemos guardar uma série de sentimentos, com medo de nos desfazermos dos mesmos e acabarmos sentindo algum prejuízo posteriormente. Jogar fora é também adaptar-se ao novo e tememos as mudanças. A maioria de nós tem uma grande dificuldade de separar aquilo que é para ser jogado fora de nosso interior daquilo que deve ser armazenado como parte importante de nos mesmos.”

Fonte; http://www.jcnet.com.br/editorias_noticias.php?codigo=232161










sábado, 21 de dezembro de 2013

Reportagem - Asfalto permeável pode resolver o problema das enchentes



Pesquisadores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli) desenvolveram o que, no futuro, poderá ser a solução para as enchentes que vem castigando a cidade de São Paulo. O asfalto permeável faz com a água seja absorvida, passando por uma camada de 35 centímetros de pedra, abaixo de uma superfície porosa. Depois, ela vai para um sistema de drenagem e fica armazenada sob uma manta de borracha.


Asfalto permeável
A novidade já está sendo testada num estacionamento e ficará sob observação em 2011. Mas o asfalto permeável ainda apresenta alguns problemas. Um deles é o preço que chega a ser 22% mais caro que o convencional. Outro empecilho é a resistência. O novo asfalto não suporta tráfego intenso e veículos muito pesados. Mas a expectativa é que, com o tempo e os testes, as pesquisas possam evoluir e o que ainda é apenas uma esperança se torne uma solução real.

Saiba mais sobre o asfalto permeável em reportagem do Repórter Eco da TV Cultura.

Fonte; http://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/asfalto-permeavel-pode-resolver-o-problema-das-enchentes/











sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Reportagem - Uma luta vencida! O Museu Mello Leitão, no município capixaba de Santa Teresa, se transformará no Instituto Nacional de Mata Atlântica (INMA). O Congresso Nacional aprovou, na última terça-feira (17), a criação do Instituto que representa a vitória de uma caminhada de dois anos que o deputado federal Paulo Foletto acompanhou de perto. Cabe agora, apenas a sanção da presidente Dilma Rousseff.

19/12/2013 – Agora só falta a Presidente assinar!

20 de dezembro de 2013 por paulofoletto

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O Museu faz parte da estrutura do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), mas, com a mudança para Instituto passará  a integrar a estrutura o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o que significa mais recursos para ensino, pesquisa, extensão e formação de profissionais.

Atualmente o Ministério já atua como órgão supervisor de outras respeitadas entidades com foco de atuação nos principais biomas brasileiros e responsáveis pelo fomento à pesquisa, conservação e desenvolvimento sustentável, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o Instituto Nacional do Semi-Árido.

Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação

Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação

O deputado federal Paulo Foletto foi o primeiro relator do PL 7437/2010 quando começou sua tramitação pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados. Após aprovação do relatório o deputado Foletto, mesmo em outras Comissões, continuou acompanhando o andamento do PL na Câmara e no Senado, até que fosse aprovado em todas elas.

Museu (38)

Embora a pesquisa e conservação da biodiversidade da Mata Atlântica sejam prioridades nacional e internacional, o Brasil  ainda não dispõe de uma instituição pública com essa missão específica.  “A criação do Instituto Nacional no município de Santa Teresa estará na vanguarda do conhecimento sobre a Mata Atlântica. Poderemos impulsionar medidas que protejam a enorme biodiversidade desse bioma para as gerações futuras,” afirmou o deputado depois de concluído o trâmite em todas as Comissões no Congresso Nacional.

Desmatamento-Amazônia

O desmatamento da Mata Atlântica – o bioma mais ameaçado do país – aumentou 29% em 2012 ano em relação ao período entre 2010 e 2011. Segundo o Instituto Nacional de Pesquisa Espaciais (Inpe),  o desmatamento verificado em 2012 foi o maior desde 2008.

Assine a petição pelo fim da destruição das Florestas.  Clique aqui.

Conheça o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica 2011 – 2012realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica  e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais.

Projeto de Lei já está no site do Planalto:

Sem título

Fonte; http://blogdopaulofoletto.wordpress.com/











quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Reportagem - Empresa canadense transforma esgoto em fertilizante para plantações



Nutrientes presentes nas águas residuais podem ser alternativa para a produção comum de fertilizantes

Embora fale-se muito da falta de água e da falta de petróleo, é com o fósforo que o mundo deve começar a se preocupar. Pelo menos é isso que pensa a empresa Ostara, que está desenvolvendo métodos mais eficazes de uso do fósforo, como resgatá-lo do esgoto.

Mas por que é tão importante? O fósforo fornece nutrientes para o crescimento das plantas. O problema é que ele é majoritariamente extraído do solo e o Marrocos e a região do Sahara Ocidental possuem 77% das reservas mundiais de rochas fosfáticas. Além disso, a transformação dessas rochas em fertilizante (processo mais comum) perde cerca de 60% dos nutrientes do fósforo, que acabam desperdiçados durante o processo e descartados na rede de esgoto.

                 

               

 

O que a empresa canadense quer fazer é reparar esse ciclo e encontrar uma nova fonte, extraindo nutrientes como o fosfato diretamente de fluxos de águas residuais (esgoto bruto) e transformá-los em adubo viável. O processo é simples: a empresa leva água de instalações de tratamento municipais e industriais e extrai fósforo, nitrogênio e até amônia a partir do fluxo. Produtos químicos são adicionados à sulução rica em nutrientes para formar pequenas partículas.

O resultado disso é um fertilizante comercial denominado “cristal verde”. Ele ajuda a deter algumas das ações prejudiciais do meio ambiente porque as partículas são projetadas para liberarem lentamente seus nutrientes.

Fonte; http://catracalivre.com.br/geral/sustentavel/indicacao/empresa-canadense-transforma-esgoto-em-fertilizante-para-plantacoes/









segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Reportagem - Em vez de jogar comida fora, que tal fazer uma horta?


Simples de fazer e sem odor, a compostagem usa restos de comida do lar para fazer adubo usado em hortas domésticas e jardins. É um golpe contra o desperdício de alimentos

Lygia Haydée, de
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Justin Sullivan/Getty Images

Mãos seguram adubo fruto de compostagem: processo feito em casa não causa mau cheiro e usa minhocas
São Paulo – Restos de verduras, cascas de frutas, leite e legumes. Quando esses alimentos não são mais aproveitados na sua casa, o destino é o lixo? Segundo estatísticas, 30% a 40% de todos os alimentos produzidos no Brasil são perdidos entre a colheita, o armazenamento, transporte e o consumo. Em um mundo onde o desperdício é cada vez mais intolerado, a prática da compostagem vem ganhando adeptos.

O método consiste em transformar restos de alimentos em adubo, que pode ser usado, por exemplo, em uma horta doméstica ou mesmo nas plantas do seu jardim.


“A compostagem é um processo biológico e aeróbio em que microorganismos como bactérias e fungos e macroorganismos como minhocas, tatus-bola e centopéias são fundamentais para o sucesso”, explica Sabrina Jeha, herborista da Sabor de Fazenda Ervas e Temperos.

“Fazer compostagem doméstica é um passo significativo para a sustentabilidade, já que evita desperdiçar um recurso perfeitamente reutilizável. Ao apostar nela, ajudamos a quebrar o círculo vicioso do desperdício, além de produzir um adubo de excelente qualidade a um custo baixíssimo”, conta Elaine Maria Costa, administradora e coach.

Investir na prática caseira, no entanto, assusta algumas pessoas. “Pode até parecer algo difícil e que exige muita dedicação, mas não é verdade. Com um pouco de conhecimento, qualquer pessoa pode transformar seus resíduos em adubo”, diz Elaine.

Então, mãos à obra. Veja os cinco passos para ter uma composteira em casa:

1. Avalie o tanto de material que você vai ter

Para que você dê o primeiro passo é preciso, antes, conhecer o fluxo dos resíduos produzidos.

“Isso envolve avaliar onde será instalada a compostagem caseira. Não a deixe muito longe da cozinha, pois você pode cair na tentação de jogar os resíduos no lixo comum. E adote um lixo de pia apenas para os resíduos orgânicos”, recomenda Elaine.

Fique atento, também, à quantidade de resíduos que você gera na sua casa. “Com o auxílio do lixo de pia, ou outro compartimento com tampa, verifique quanto tempo leva para enchê-lo”, afirma a administradora.

Por exemplo, se o seu lixo é de 1,5 litro e leva três dias para estar completo, sua média de geração para um ciclo de 45 dias (tempo médio para os resíduos compostarem) será de 22,5 litros (divida 1,5 por 3 e depois multiplique o resultado por 45). Assim, você vai precisar de locais que comportem 22,5 litros para montar sua compostagem de forma correta.

2. Separe os materiais necessários

Para que você manuseie o composto é preciso ter alguns materiais básicos.

“Use luvas grossas todas as vezes que for mexer na pilha de composto para evitar o contato com algum inseto, aranha, formiga etc. Separe ainda um balde ou caixa plástica com folhas secas, aparas de grama ou folhas de papel picados. E sempre mexa no composto com um garfo de jardinagem”, aconselha Sabrina, da Sabor de Fazenda Ervas e Temperos.


3. Tenha o recipiente certo

É preciso que você tenha um local para colocar o material orgânico. Pode ser um pote, uma lata ou um balde, mas hoje já existem no mercado caixas de três andares que são feitas especialmente para esse processo. O importante é que ela comporte a quantidade de lixo que você gera.

Comece colocando os resíduos orgânicos no recipiente de cima, que deve ter o fundo com pequenos furinhos. É aqui, aliás, que estarão as minhocas. Espere cerca de um mês para que a caixa fique cheia e depois coloque-a no meio do sistema, subindo a caixa que estava no meio para receber os próximos resíduos orgânicos. A última caixa, por sua vez, será responsável por receber o chorume da compostagem, um líquido eliminado pelo material orgânico em decomposição e que é um ótimo fertilizante.

4. Prepare a composteira

Comece com a primeira camada, que deve ser o fundo da composteira, garantindo boa drenagem e aeração à pilha que vai se formar.

“Quanto mais ar tiver na pilha, mais rápido os restos orgânicos são transformados em adubo”, explica a herborista Sabrina. Para que isso ocorra, basta colocar como primeira camada pequenos galhos, folhas e ramos para que o ar circule de baixo para cima.

Em seguida, alimente a pilha diariamente com os restos orgânicos produzidos pela casa.

“É preciso seguir a seguinte proporção: para cada parte de lixo orgânico úmido (cascas de legumes e frutas, cascas de ovo, borra de café, saquinhos de chá) cubra o lixo com o dobro de material orgânico seco (folhas secas, aparas de jardim e poda de grama secas)”, avisa a especialista.

Lembre-se que quanto mais picados estiverem os materiais colocados na composteira, mais rápido será o processo de decomposição.

Feito isso, eleja um dia da semana para revirar o composto e fazer a avaliação do processo. Depois de 30 dias inicie uma nova pilha da mesma maneira, deixando a primeira decompor. “Revire a compostagem a cada 15 dias até que ela fique com aspecto de terra fresca, o que leva de 45 a 90 dias”, diz ela.

5. O que pode e o que não pode ser colocado na pilha?

Segunda Sabrina, restos de frutas e verduras, cascas de ovo, saquinhos de chá, coador, borra de café, folhas frescas e secas do jardim, guardanapos e papel toalha são ótimas opções para fazer adubo. Mas fica como aviso:

“Não use restos de alimentos temperados, carnes e gorduras, chocolates, balas e chicletes, pilhas, plásticos, vidros e metais, fezes de animais domésticos, plantas doentes e papel higiênico. Cascas de frutas cítricas também não são boas escolhas por serem muito bactericidas, matando as bactérias boas, o que retarda o processo. Cebola e alho também devem ser evitados, visto que o processo de fermentação desses alimentos podem causar mal cheiro”.
Fonte; http://exame.abril.com.br/meio-ambiente-e-energia/sustentabilidade/noticias/em-vez-de-jogar-comida-fora-que-tal-fazer-uma-horta?page=1









segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Reportagem - Brasil terá plano de R$ 2 bilhões para inovação em economia sustentável

Foi lançado nessa sexta-feira (29) o plano Inova Sustentabilidade. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, o presidente da Finep, Glauco Arbix, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, em reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), realizada em São Paulo, anunciaram o projeto que tem o objetivo de incentivar a realização de investimentos na área ambiental, com a promoção de soluções inovadoras capazes de mitigar impactos das atividades produtivas sobre o meio ambiente. O edital está previsto para ser lançado ainda em dezembro.

Com dotação orçamentária de R$ 2 bilhões, divididos igualmente entre Finep e BNDES, para operações contratadas no período de 2014 a 2016, o Inova Sustentabilidade terá quatro principais linhas temáticas: produção sustentável, recuperação de biomas e atividades produtivas sustentáveis de base florestal, saneamento ambiental, e monitoramento de desastres ambientais.

A atuação conjunta dos órgãos governamentais proporcionará maior coordenação das ações do governo no fomento à inovação e uma melhor integração de instrumentos de apoio à pesquisa, ao desenvolvimento e à inovação disponíveis para o setor.

Os projetos (Planos de Negócios) das empresas brasileiras candidatas a financiamentos no âmbito do Inova Sustentabilidade serão submetidos ao processo de seleção pública conjunta.

Os Planos de Negócios poderão ser apoiados pela combinação de linhas Finep e do BNDES, que incluem Fundo Clima, Programa de Sustentação do Investimento (PSI), subvenção econômica para empresas e financiamento não-reembolsável para pesquisas realizadas em Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs), dentre outros instrumentos de apoio. Quando cabíveis, os instrumentos de renda variável também serão utilizados.

A fim de possibilitar o desenvolvimento de soluções completas no âmbito das linhas temáticas do Inova Sustentabilidade, será estimulada a formação de parcerias entre empresas e entre empresas e Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs).

Tais parcerias deverão contar com uma empresa-líder, que necessariamente deverá ser uma empresa independente ou pertencente a grupo econômico que possua receita operacional bruta igual ou superior a R$ 16 milhões e patrimônio líquido igual ou superior a R$ 4 milhões no último exercício.

O Inova Sustentabilidade poderá financiar Planos de Negócios acima de R$ 5 milhões, com prazo de execução de até 60 meses. A participação será de até 90%.

Linhas temáticas
Produção sustentável – apoio ao desenvolvimento tecnológico de produtos e processos que promovam a eficiência energética do setor industrial, a produção sustentável por meio da redução do consumo de recursos naturais, e a prevenção e controle de poluentes; a mitigação de emissão de gases de efeito estufa; e desenvolvimento de técnicas de tratamento e reaproveitamento de resíduos industrias, minerais, agropecuários e domésticos.

Recuperação de florestas – apoio a empresas e instituições que promovam soluções integradas de restauração de biomas brasileiros e o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva da madeira tropical.

Saneamento ambiental – apoio ao desenvolvimento de tecnologias de atendimento dos serviços de saneamento ambiental no país, com foco no tratamento e abastecimento de água, drenagem urbana e tratamento e aproveitamento de resíduos sólidos.

Monitoramento ambiental e prevenção de desastres naturais – apoio ao desenvolvimento de tecnologias visando ao aperfeiçoamento de sistemas de alerta e de redução de exposição a risco de desastres naturais

fonte: http://www.administradores.com.br/noticias/administracao-e-negocios/brasil-tera-plano-de-r-2-bilhoes-para-inovacao-em-economia-sustentavel/82505/









terça-feira, 26 de novembro de 2013

Reportagem - Noruega pretende investir fundos do petróleo em energia limpa ao redor do mundo

 

Segundo organização que apoia a iniciativa, o dinheiro da Noruega pode mudar a produção de energia do mundo

Para combater as mudanças climáticas, a Noruega planeja investimentos volumosos em projetos de energia renovável ao redor do mundo. O país nórdico pretende repassar o seu fundo soberano – recursos provenientes da venda de recursos minerais e petróleo – para projetos de energia limpa em países em desenvolvimento e investimentos direto em fontes renováveis em seu território.

  • Divulgação

Divulgação

A Noruega possuí mais de US$ 750 bilhões em seu fundo soberano, cujo nome oficial é Fundo de Pensão Global do Governo da Noruega. Sua população é de cinco milhões de habitantes.

Como é influente no mercado financeiro, o investimento pode levar outros países a criar iniciativas semelhantes. A Dinamarca e Holanda já investem parte do seu fundo em energia limpa.

A proposta foi feita pela líder do Partido Conservador, Erna Solberg e recebeu apoio de fundos de pensão do país, grupos religiosos, ONGS e outras organizações.

Fonte;

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Reportagem - Coral orelha-de-elefante é eficaz contra superbactéria hospitalar

 

 

Estudo veiculado na ‘Protein & Peptide Letters’ informa resultado inédito com espécie brasileira de coral

Uma das bactérias mais importantes causadora de infecções relacionadas à assistência a saúde (IrAS) e que atinge os pulmões - a Klebsiella pneumoniae (KPC) - acaba de ganhar um combatente inusitado e promissor: o coral orelha-de-elefante(Phyllogorgia dilatata). A espécie, que ocorre na costa do Brasil, é a primeira nas águas do Atlântico Sul a ser identificada com essa característica antimicrobiana para controle desse tipo de microrganismo encontrado em ambiente hospitalar. Com o título:“Identification of a Novel Antimicrobial Peptide from Brazilian Coast Coral Phyllogorgia dilatata”, a novidade está publicada na mais recente edição da “Protein & Peptide Letters”.

Esse estudo - que avaliou a ação das biomoléculas extraídas e purificadas do coral - é liderado por pesquisadores da Pós-Graduação em Ciências Genômicas e Biotecnologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), em parceria com o Museu Nacional/UFRJ, e faz parte da Rede de Pesquisas Coral Vivo, patrocinada pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental, e pelo Arraial d’Ajuda Eco Parque. Os cientistas destacam que cepas dessas bactérias têm desenvolvido resistência à maioria dos antibióticos existentes atualmente, causando milhares de mortes por infecções em ambientes hospitalares.

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Foto; www1.folha.uol.com.br

“Percebemos que este pode ser um candidato promissor a novo antibiótico para atuar contra bactérias resistentes aos fármacos disponibilizados até agora”, informa a bióloga molecular e professora da UCB, Simoni Campos Dias.

O coral orelha-de-elefante é encontrado em abundância na costa brasileira e nas ilhas oceânicas distribuídas desde o Maranhão até Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro. Não há relatos na literatura sobre peptídeos antibacterianos extraídos desta espécie. O estudo conclui que as biomoléculas extraídas e purificadas do orelha-de-elefante também conseguiram controlar o crescimento da Staphylococcus aureus e da Shigella flexneri, consideradas bactérias importantes nas infecções adquiridas em ambiente hospitalar, e que apresentam cepas resistentes a muitos antibióticos usados com frequência nas unidades de saúde.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Reportagem - Nova mochila permite ciclista sinalizar no trânsito

 

Uma bolsa projetada para dar mais segurança ao ciclista. Com esse objetivo foi projetado o Saco SEIL , uma mochila que possui uma espécie de painel luminoso com sinais de trânsito.

Com um controle acoplado na mão do ciclista é possível acionar o comando para informar se irá virar a esquerda, direita, parar, entre outras sinalizações. Entenda como funciona:

bag2bag-bike





terça-feira, 19 de novembro de 2013

Reportagem - “Chuva sólida”: mexicano inventa pó que absorve grandes quantidades de água e pode ser solução para seca

 

Segundo a ONU, 92% da água doce é utilizada para irrigação

O engenheiro químico mexicano, Sérgio Jesus Rico Velasco, criou a “Chuva Sólida”, um produto que promete fazer a água utilizada para irrigação de plantações render mais. Trata-se de um pó que consegue absorver grandes quantidades de água e liberá-la aos poucos.

Divulgação

Divulgação

A ideia é absorver granes quantidades de água e irrigar as plantas aos poucos

A “Chuva Sólida” é composta de poliacrilato de potássio, um polímero criado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos que foi utilizado na fabricação de fraldas nos anos 70.

A invenção do engenheiro mexicano consegue absorver um litro de água com apenas 10 gramas do pó. O governo do país acabou de testar o produto e afirmou que a colheita pode ser ampliada em até 300% com o uso da “Chuva Sólida”.

 

Chuva Sólida

Por outro lado, pesquisadores afirmam que o produto pode causar danos ao meio ambiente. O receio é que ele comece a sugar a água do solo após o término do seu líquido interno.

Fonte; www.catracalivre.com.br