quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

STOCK REPORTS FINANCIAL RESULTS FOR 2011 AND SUSTAINABILITY

The BM & F BOVESPA announced last week the 2011 AnnualReport, which shows information on the economic-financial, socialand environmental company in a single publication.
 
The decision to publish an integrated report, with financial and nonfinancial information, based on the understanding that the three dimensions are interrelated and must be communicated to the market at the same time, encouraging analysts and investorsto incorporate social and environmental issues and corporate governance evaluation of the stock price and making investment decisions.
 
The Annual Report of the BM & F follows the model GRI - GlobalReporting Initiative, self-declared level C, the international standard for publication of sustainability reports. The innovative nature of this report is the integrated simultaneous availability of information on sustainability, usually presented with an interval oftwo to three months after the meeting with analysts and investorsfor the presentation of financial results.
 
Another initiative of the BOVESPA to encourage listed companies to disclose their non-financial information it is the"Report or Explain". The initiative recommends that, from 2012, companies indicate the reference form are publishedSustainability Report or similar document is available and where.If not, should explain why they do not. The purpose of theScholarship is available to the public in this database Rio +20, theUN Conference on Sustainable Development, taking place in Rio de Janeiro in July.
 
The 2011 Annual Report complete the BM & F is available at the Exchange

Bolsa divulga resultados financeiros e de sustentabilidade de 2011


A BM&FBOVESPA  divulgou na última semana o Relatório Anual de 2011, que traz informações das dimensões econômico-financeira, social e ambiental da companhia em uma única publicação.

A decisão de publicar um relatório integrado, com informações financeiras e não financeiras, baseia-se no entendimento de que as três dimensões estão interligadas e devem ser comunicadas ao mesmo tempo ao mercado, estimulando analistas e investidores a incorporarem as questões socioambientais e de governança corporativa na avaliação do preço das ações e na tomada de decisão de investimentos.

O Relatório Anual da BM&FBOVESPA segue o modelo da GRI - Global Reporting Initiative, nível C autodeclarado, padrão internacional para publicação de relatórios de sustentabilidade. O caráter inovador deste relatório integrado é a disponibilização simultânea das informações relativas à sustentabilidade, normalmente apresentadas com um intervalo de dois a três meses após a reunião com analistas e investidores para apresentação dos resultados financeiros.

Outra iniciativa da BM&FBOVESPA para estimular as empresas listadas a divulgarem suas informações não financeiras trata-se do “Relate ou Explique”. A iniciativa recomenda que, a partir de 2012, as empresas indiquem no Formulário de Referência se publicam Relatório de Sustentabilidade ou documento similar e onde está disponível. Em caso negativo, devem explicar por que não o fazem. O objetivo da Bolsa é disponibilizar ao público este banco de dados na Rio+20, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que ocorrerá no Rio de Janeiro, em julho.

O Relatório Anual 2011 completo da BM&FBOVESPA está disponível no site da Bolsa

domingo, 19 de fevereiro de 2012

I Simpósio sobre Biodiversidade da Mata Atlântica- SIMBIOMA

Convido a todos a participar do I Simpósio sobre Biodiversidade da Mata Atlântica- SIMBIOMA, a ser realizado no Museu de Biologia Professor Mello Leitão (MBML), em Santa Teresa, região serrana do Espírito Santo. Este encontro é uma homenagem à Mata Atlântica, tendo como tema Conservação e Sustentabilidade.
Será também uma oportunidade para a reunião de pesquisadores estagiários e colaboradores que de alguma forma contribuíram, ou ainda contribuem, com essa instituição de pesquisa, paixão do naturalista Augusto Ruschi, fundador do MBML.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Volkswagen é única empresa do Brasil a usar o SoFi, software que gerencia dados de sustentabilidade

16/02/2012 - 11:59

Volkswagen é única empresa do Brasil a usar o SoFi, software que gerencia dados de sustentabilidade



Empresa tem sustentabilidade como princípio de gestão Software alemão permite administrar dados sobre emissões de gases de efeito estufa, buscando a melhoria contínua . A Volkswagen do Brasil é a única empresa do País a implantar e utilizar a licença completa do software de gerenciamento de sustentabilidade SoFi. A tecnologia alemã permite administrar dados sobre as emissões de gases de efeito estufa e preparar futuros relatórios ambientais. A Volkswagen do Brasil investe no SoFi porque tem a sustentabilidade como princípio de gestão.
O software SoFi ajudará a Volkswagen do Brasil a melhorar continuamente a gestão de informações, reduzindo ainda mais suas emissões e minimizando possíveis impactos ambientais de forma inovadora. O cálculo das emissões realizado por meio do SoFi será abrangente, pois vai considerar todos os processos da empresa, desde a produção a operações de escritórios e até mesmo viagens a trabalho
"A Volkswagen do Brasil investe em sustentabilidade de forma inovadora, com a mais alta tecnologia. A utilização do SoFi revela que a empresa tem compromisso mensurável com o meio ambiente", diz o diretor de Planejamento da Volkswagen do Brasil, Celso Placeres.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Comissão promoverá debate sobre sustentabilidade com candidatos a prefeito

15/02/2012 11:14

Beto Oliveira
Giovani Cherini
Giovani Cherini quer compromisso de futuros prefeitos com desenvolvimento sustentável
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável promoverá no Rio de Janeiro, no dia 1º de março, o “Colóquio Brasileiro das Cidades Sustentáveis”. O principal objetivo do debate é apresentar o Programa Cidades Sustentáveis aos atuais e futuros prefeitos municipais.

O presidente da comissão, deputado Giovani Cherini (PDT-RS), explica que o Programa Cidades Sustentáveis é uma ação política da sociedade civil, idealizada em 64 metas, 12 eixos e mais de 300 indicadores de sustentabilidade social, econômica e ambiental. “O inovador e o genial desta ideia não é o simples fato do programa defender a sustentabilidade ambiental e social, mas sim, integrar a sociedade civil ao processo eleitoral”.

Participam atualmente do Programa Cidades Sustentáveis mais de 60 instituições e empresas com o objetivo de sensibilizar e oferecer ferramentas para que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma ambientalmente sustentável.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Gestão em Sustentabilidade da Bunge Brasil é reconhecida por Prêmio Top Ambiental


Fonte: Assessoria de Imprensa da Bunge
A Bunge Brasil foi uma das vencedoras do Prêmio Top Ambiental 2011, que reconheceu as ações de sustentabilidade desenvolvidas pela empresa durante  o ano, com destaque para o Programa Soya Recicla – importante iniciativa da empresa, em parceria com o Instituto Triângulo, que orienta à população sobre a destinação adequada do óleo de cozinha usado..
O Prêmio Top Ambiental, que está em sua 18º edição, é organizado pela ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil e tem o objetivo de reconhecer e estimular práticas ambientais. As ações inscritas foram submetidas à análise documental e setorial, entrevistas e avaliação de matérias de conhecimento público divulgadas em veículos da imprensa especializada.
“Melhorar a vida das pessoas, contribuindo para o aumento sustentável da oferta de alimentos e bioenergia é a missão da Bunge. O prêmio Top Ambiental reforça que estamos no caminho certo”, afirma Michel Santos, gerente corporativo de Sustentabilidade da Bunge Brasil. Durante a entrega do prêmio, realizada no dia 31 de janeiro, o executivo uma palestra sobre a gestão sustentável da cadeia de valor que é aplicada na Bunge.
Prêmio Socioambiental Chico Mendes
Outro reconhecimento recebido pela Bunge recentemente (dezembro/2011) foi o Prêmio Socioambiental Chico Mendes, organizado pelo Instituto Internacional Social Ambiental Chico Mendes. O prêmio destacou o compromisso da Bunge com a gestão socioambiental responsável. A avaliação considerou aspectos da gestão dos negócios, impactos sociais, gestão para mitigação dos impactos negativos sobre recursos não renováveis, uso consciente de recursos naturais e atenção às mudanças climáticas e como diminuir tal inferência.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Construção civil investe em novas técnicas


Fábio Castelli
A falta de mão de obra qualificada necessária para atender a demanda da construção civil faz com que o setor invista em pesquisas e encontre técnicas capazes de tornar as obras mais rápidas sem que a segurança e a sustentabilidade ambiental e econômica sejam deixadas de lado.

Entre as tecnologias para construir mais rápido e com menor custo está o steel framing, já bastante disseminada nos Estados Unidos e que vem conquistando os brasileiros. Diferente do sistema construtivo em alvenaria, prevê a construção de imóveis com base em perfil metálico revestido com drywall ou placas de madeira OSB.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Novo hospital da Rede Sarah em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro


VEJAM QUE BELEZA

Queremos um hospital desse nível aqui no Espírito Santo.



TRANSIÇÃO ENTRE ÁREAS EXTERNAS E INTERNAS É GRADUAL

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A região de ocupação rarefeita dá sinais de transformação iminente, anunciando-se a construção de empreendimento residencial de luxo e grande escala na vizinhança do novohospital da Rede Sarah em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. Por ora, a arquitetura de João Filgueiras Lima (Lelé) é dominante, com seus 52 mil metros quadrados de área construída e volumes brancos contínuos em contraste com o descampado do entorno.
Esta unidade da Rede Sarah está localizada nas imediações do Centro de Reabilitação Infantil, também projetado por Lelé e inaugurado em 2002, no qual a arquitetura tira partido da vista e de condições climáticas favoráveis, relativas à lagoa de Jacarepaguá.
No novo hospital, contudo, prescinde-se da água como entorno imediato e a interface com a cidade – sobretudo com a movimentada avenida das Américas – é mais próxima. Essa é a razão pela qual Lelé potencializou a interiorização – característica das unidades da rede -, não só através dos recursos de implantação, como também do engenho com que concebe a totalidade dos elementos arquitetônicos. Na edificação em Jacarepaguá, a passagem do ambiente externo para os interiores é gradual, feita através de camadas sequenciais de coberturas e vazios, que resguardam a privacidade e o conforto ambiental interno sem criar barreira rígida ao entorno.
Os blocos horizontais se conectam longitudinalmente
Os blocos horizontais se conectam longitudinalmente, enquanto a interface com o exterior ocorre através do suave aclive e de grandes áreas ajardinadas
A cobertura retrátil do auditório tem forma esférica
A cobertura retrátil do auditório tem forma esférica e é composta por gomos de alumínio
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Os tetos das unidades de internação, por exemplo, são constituídos por esquadria metálica e aletas móveis de policarbonato que, ao serem abertas, possibilitam a iluminação e a ventilação naturais do ambiente. Também a grande cobertura interna e curva do passeio central da ala de internações tem mecanismo retrátil de abertura.
Predominam a tipologia linear e a volumetria de grandes galpões, embora pontualmente a arquitetura revele o volume esférico do auditório e estrutura em balanço do solário.
É interessante pensar a arquitetura de Lelé inserida na cidade, no sentido da permanência ao longo do tempo. Pois ela se presume perene neste projeto, no necessário isolamento que o hospital conquista em relação ao entorno imediato, dado o tipo de coesão entre a edificação, o paisagismo e o desenho urbano. Em outros termos, mesmo quando a taxa de ocupação é significativa em relação à área disponível para a implantação, Lelé e equipe são bem-sucedidos na tarefa de criar uma unidade autônoma na cidade. As fotos aéreas são representativas dessa observação. Elas evidenciam não apenas os recuos ajardinados e o sutil aclive do lote em direção à área central do complexo hospitalar, como também o papel decisivo que tem o espelho d’água linear, de grande dimensão, em conjunto com a setorização longitudinal arquitetônica.
Pois a clínica de reabilitação desenhada por Lelé se revela esporádica e controladamente ao exterior, na forma de passarelas pontuais, extensos jardins e passeios entre as edificações, ou enquanto aberturas caracterizadas pelo funcionamento controlado, retrátil, inseridas em certos trechos das coberturas.
Passarela de acesso ao solário, ambientada pelo generoso espelho d’água
Passarela de acesso ao solário, ambientada pelo generoso espelho d’água
As coberturas curvas são características da arquitetura de Lelé para a Rede Sarah
As coberturas curvas são características da arquitetura de Lelé para a Rede Sarah
O grande espelho d’água ladeia o bloco de internações
O grande espelho d’água ladeia o bloco de internações, resguardando o hospital de possíveis inundações resultantes da variação do nível da lagoa de Jacarepaguá
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O auditório, um volume semiesférico e inclinado, é pontuado verticalmente por uma cúpula metálica que, por meio da automatização, abre-se em gomos a fim de propiciar a entrada da luz natural no espaço interno. Um recurso já utilizado anteriormente na Rede Sarah, mas que neste caso, devido à excentricidade do cume semicircular, coloca o foco no palco.
João Filgueiras LimaJoão Filgueiras Lima (Lelé) formou-se em 1955 pela Universidade do Brasil (atual UFRJ). Mudou-se para Brasília dois anos depois para trabalhar na implantação da nova capital do país, interessando-se pela construção industrializada, que o levou à argamassa armada. Entre outros projetos, desenvolveu diversas unidades da Rede Sarah
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Passarelas do solário, interligadas aos dois andares do setor de internação através de lajes de estrutura metálica
Passarelas do solário, interligadas aos dois andares do setor de internação através de lajes de estrutura metálica.
Croqui
Croqui
Os tirantes são engastados no solo
Os tirantes são engastados no solo
Os dois pavimentos das unidades de internação são interligados ao passeio central, que tem cobertura retrátil
Os dois pavimentos das unidades de internação são interligados ao passeio central, que tem cobertura retrátil
A taxa de ocupação do lote é elevada
A taxa de ocupação do lote é elevada
A posição excêntrica da cúpula do auditório permite a iluminação natural do palco
A posição excêntrica da cúpula do auditório permite a iluminação natural do palco


O auditório esférico e o solário atirantado são os elementos esculturais do projeto
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O auditório esférico e o solário atirantado são os elementos esculturais do projeto



Uma marquise sinuosa faz a conexão entre o bloco das internações e o auditório
Uma marquise sinuosa faz a conexão entre o bloco das internações e o auditório

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Texto das Cidades Sustentáveis será agenda das eleições



RICARDO YOUNG

Direto de Porto Alegre
Após 11 anos da realização do 1º Fórum Social Mundial no Rio Grande do Sul realizou-se o primeiro temático, feito inédito na história do evento. Desde o seu início, em contraposição ao Fórum Econômico Mundial de Davos, o Fórum Social caracterizou-se pela diversidade, pluralidade e autogestão. Como protesto a Davos, evento até então fechado e reservado à restrita elite do capitalismo mundial, Porto Alegre logrou trazer para o centro do debate temas excluídos pelos luminares da estratégia neoliberal da globalização.

Anos se passaram e ambos os eventos modificaram-se mutuamente. Gradativamente e de crise em crise, Davos teve de se abrir e criar canais de diálogo com os movimentos sociais e ambientais do planeta. E o Fórum Social percebeu que teria de ir além dos protestos e confraternizações para avançar como espaço de formulação estratégica. Até que as crises climática e financeira a partir de 2006 e 2008, respectivamente, obrigassem a um alinhamento de agendas. Não que os fóruns tivessem se aproximado, isto seria quase impensável, mas ambos tiveram de se debruçar seriamente sobre a crise civilizatória que passamos a viver.

Para a nossa sorte ou azar, a Rio+20 acontecerá no Brasil. Quando a Rio 92 aconteceu, o Brasil era um país recém-saído da ditadura e procurava desesperadamente romper o círculo vicioso de uma economia inflacionária e não competitiva. Ter hospedado a conferência não só foi uma honra mas também uma oportunidade de projetar o País internacionalmente, uma vez que tínhamos muito pouco a exibir. O saldo foi positivíssimo e a Agenda 21, protocolo saído do encontro, balizou as discussões sobre meio ambiente por duas décadas. No entanto, o Brasil só hospedou a conferência e não tinha muitos compromissos em implementar o que ela produziu.

Hoje, a situação mudou radicalmente. Não só o Brasil é um dos principais patrocinadores da conferência como não é mais um país em desenvolvimento. É a sexta economia e detentora das maiores reservas de água e florestas do mundo, para não falar de sua biodiversidade.

É neste contexto que se realizou o Fórum Social Temático. A presidente Dilma, a ministra Isabela Teixeira e a quase totalidade dos secretários estaduais de Meio Ambiente perfilaram-se junto aos mais importantes movimentos socioambientais e personalidades do mundo acadêmico e político para pensar as estratégias que o Brasil deve adotar para tentar, a um tempo, salvar o encontro da apatia e do desânimo generalizado da comunidade internacional e protagonizar a liderança que ensaiou em Copenhague, mas jamais performou de fato.

De positivo temos a adoção da plataforma das Cidades Sustentáveis como a agenda central das eleições deste ano. No sábado todos os secretários estaduais se comprometeram com a plataforma por meio da Carta de Porto Alegre. A ministra Isabela Teixeira afirmou diante da Articulação Política pela Sustentabilidade, com todos os secretários presentes, que a plataforma era a maior contribuição que a sociedade poderia dar para uma agenda de desenvolvimento limpo. A conferir.

Tivemos também um endosso de acadêmicos, pensadores, teólogos e lideranças sociais em torno da mesma plataforma. Leonardo Boff, Frei Beto, Tasso Azevedo, Ladislaw Dowbor, Marina Silva, Nabil Bonduki e Oded Grajew protagonizaram um dos momentos mais emocionantes do fórum diante de quase mil pessoas em um auditório lotado mostrando que a sustentabilidade está saindo do discurso para ações propositivas e para um salto de consciência necessário.

Outros projetos foram bastante discutidos, como o pré-sal, os Jogos Olímpicos e a Copa. O Greenpeace iniciou uma agenda de revisão de um projeto cuja realização não será tão tranqüila quanto o governo havia imaginado - o pré-sal. O Instituto Ethos lidera um grupo de entidades que exige que todas as licitações em torno da Copa e das Olimpíadas sejam transparentes e com controle social, o que vem arrepiando muitos políticos e empreiteiras.

Outro debate que arrebatou os participantes do fórum em Porto Alegre foi o projeto de lei do Código Florestal. O Comitê Brasileiro de Defesa das Florestas promoveu um grande encontro para mostrar que o código como se encontra é um retrocesso nas conquistas ambientais dos últimos 40 anos e instou a presidente a induzir o Congresso a votar a lei apenas nas vésperas da Rio+20, além de usar o seu poder de veto para evitar os desmandos contidos no texto ora em discussão. Por sua vez, Dilma afirmou a um pequeno grupo de líderes de ONGs e entidades que, apesar da negociação, o código não será um código "dos ruralistas".

Marina Silva por sua vez propôs a "desadaptação criativa e a descontinuidade produtiva" como elementos chaves para se romper com os impasses que impedem com que olhemos para uma alternativa sustentável pela ótica de uma nova política. Enfim, a crise capitalista, a justiça social e ambiental sopraram por todos os cantos de uma Porto Alegre quente e ensolarada.

Para quem esperava da fala da Dilma no gigantinho um discurso maiúsculo, se frustrou. Foi uma fala protocolar, apequenada diante do enorme desafio de se fazer da Rio+20 um marco histórico para o Brasil e para a sustentabilidade no mundo.

Todas as sessões do fórum foram precedidas de protestos contra a truculência da desocupação da região conhecida como Pinheirinho, em São Paulo, e o aparente interesse do governo paulista em privilegiar a especulação imobiliária e os credores da massa falida de Naji Nahas. A questão pautou diversos eventos.

sábado, 28 de janeiro de 2012

A tendência dos móveis de papelão

A tendência dos móveis de papelão
Alternativa sustentável de mobiliário ganha cada dia mais espaço no Brasil
Lívia Andrade
Você já pensou em utilizar um móvel de papel ondulado, o famoso papelão? Provavelmente, a maioria das pessoas responderia “não” e receberia a sugestão com um bocado de desconfiança. Mas o que gera estranheza aqui é bastante comum na Europa, Austrália, etc. Para você ter uma ideia, na Holanda, os móveis do escritório da agência Nothing Offices são todos de papelão, feitos sob medida pela empresa australiana Karton.

No Brasil, móveis de materiais recicláveis também estão em voga. Vira e mexe, você ouve falar de um designer que fez uma peça aqui, outra acolá. Um bom exemplo são os aclamados irmãos Campana, que têm em seu portfólio sofá e cadeira de papelão. Mas quando se fala em escala, a pioneira dessa tendência em terras tupiniquins é a 100´t inteligente, empresa criada há quatro anos pelo economista Marcello Cersosimo e por Daniela Pinto Bueno, que fez faculdade de moda. “Minha sócia morava em Roma e via muitos móveis de papelão. Voltou ao Brasil com a sugestão de fazermos algo neste sentido”, diz Cersosimo.